06 Junho 2012

A VIDA QUOTIDIANA DOS ESTUDANTES NA IDADE MÉDIA


A RECORDAÇÃO DO MESTRE
"Ao sair da escola, de regresso à sua terra, o discípulo continuava, por vezes, a manter o diálogo  com o mestre.Fazia-o num tom que nos afigura demasiado rebuscado, elaborado, de forma que parece querer provar uma vez mais a alta qualidade das lições recebidas. Exemplo: «Quebro o meu silêncio para vos afirmar, meu querido mestre, o meu desejo de que tenhais passado tão bem quanto desejais.» Ou então : «Como são grandes as acções de graças que eu devo a um tão poderoso e excelente mestre! Que chamas de amor conservo no meu coração  ao recordar a vossa amizade!» O tom é bastante enfático, mas nem por isso deixa de testemunhar uma afeição profunda e uma grande sensibilidade nas relações humanas.
Certo estudante que recomendava um amigo a um dos seus professores, escrevia: ( aqui está uma faceta curiosa da vida quotidiana na Idade Média): «O sinal pelo qual podeis reconhecer que esta carta foi mesmo escrita por mim é o facto de eu vos recordar que, certo Domingo de Páscoa, me haveis mostrado uma pedra preciosa do vosso anel que eu muito admirei.»
A intensidade e a qualidade das relações que uniam estudantes e professores, na Idade Média, não impedia de forma alguma, e o contrário é que seria de estranhar, que os alunos trocassem dos seus mestres. Que grande prazer deviam sentir os jovens quando ouviam um pregador vociferar contra o orgulho de certos doutores; e, a fim de ilustrar as suas afirmações, contavam, do púlpito, a história daquele professor que se vangloriava de poder, no dia seguinte pela manhã, elucidar certa questão teológica «tão bem como o faria o próprio Cristo»; mas, chegado o momento, verificou-se que ele nem sequer conhecia o alfabeto."

Nota:
Recorde-se que a Universidade de Lisboa - de facto um «Estudo Geral» - foi fundada pelo Rei D. Dinis (1261-1325) em 1 de Março de 1290 e confirmada a 9 de Agosto do mesmo ano pelo Papa Nicolau IV, que dirigiu a sua bula «à universidade dos mestres e estudantes de Lisboa». A escola esteve alternadamente instalada em Lisboa e em Coimbra: na primeira cidade, entre 1290 e 1308, entre 1338 e 1354 e entre 1377 e 1537; na segunda cidade, entre 1308 e 1338 e entre 1354 e 1337, aqui se fixando definitivamente a partir de 1537, quando D. João III (1502-1557) colocou «os estudos (...) que ora mando novamente fazer na dita cidade de Coimbra.»

Fonte: «A vida quotidiana dos estudantes na Idade Média" de Léo Moulin- edição «livros do Brasil

PAULO
PORTUGAL

22 Abril 2012

" 25 DE ABRIL 1974 - 2012" - LIBERDADE OU PODER ?


Os portugueses teriam  alcançado a liberdade  com a revolução de Abril de 1974?
Quando algumas figuras da politica portuguesa se assumem como "Presidente de todos os portugueses" designadamente através de actos eleitorais  confundem a liberdade com a participação no poder político. Tal confusão assenta ainda na ideia rousseauniano  de vontade geral. Para tais políticos, quando eleitos, a vontade da maioria passa a ser a vontade de todos. Para eles as minorias estavam equivocadas , ao emitirem o seu voto.A verdade é que esse entendimento rousseauniano  não faz sentido numa sociedade democrática. A posição das minorias tem que ser, na pratica, respeitada como tal. Mesmo que se aceitasse a construção de ROUSSEAU, confundir a participação no poder político com a liberdade reduziria esta ao sector público, e a um plano intermitente - já MONTESQUIEU, em pleno século XVIII, se apercebeu de que, não havendo palavra à qual  se atribuíssem  tão diversos significados como a «liberdade», se confundiria poder do povo com liberdade do povo. Os homens seriam livres apenas de quando em vez, e momentaneamente, ao exercerem o seu direito de voto. Também os que não gozam de tal direito - menores, estrangeiros, etc - seriam destituídos de toda e qualquer liberdade. Ora esta constitui um elemento permanente da personalidade de qualquer homem.
Em suma, o problema da liberdade humana não encontra solução mínima satisfatória num plano alheio às concepções integrais de vida dos homens e dos grupos sociais. Não é possível definir os limites da liberdade senão no respeito dessas concepções. E estas, ou serão as dos detentores do poder, que hão-de reflectir-las no direito legislado, ou têm de corresponder a verdades reveladas, ou aos usos e sentimentos das comunidades, frequentemente também inspiradas nas revelações.  A liberdade humana acaba por encontrar o seu âmbito, os seus contornos, delineados pelo legislador. A verdade é que, actualmente, o poder politico teima em legislar de forma «unilateral» impondo a sua vontade - pouco esclarecida - orientada para cobrar aos administrados o preço dos erros políticos de governação. O actual Governo de Portugal já não ausculta a vontade,  a preferência, o querer, o sentir profundo, do povo que o elegeu.Esta omissão de auscultar tem permitido que o legislador não consiga esboçar os limites da liberdade. Por tal facto a liberdade efectiva esta desprovida de segurança.  A certeza, ou, ao menos, a elevada probabilidade, de que  a liberdade definida por "decreto" se possa exercer é apenas mera ilusão. Não admira, por isso, que o respeito pela autoridade , pelas estruturas das forças de segurança, pela administração da justiça, corram o perigo de se verem esquartejados pela «revolta do povo» , passados que foram 38 anos após o 25 de Abril de 1974. As vivências existenciais do povo português, que se sucedem no tempo, apontam para  outro "25 de Abril"  visando reconquistar a liberdade ora em degradação devido aos «assaltos» de políticos incompetentes  que desconhecem as realidades do seu próprio POVO.

Paulo
( video):     http://youtu.be/3tjq9x3engQ

07 Abril 2012

"HOMENAGEM"


É Noite, Mãe




As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu Outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
pra colocar na tua face, mãe!...


Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...


É noite, mãe: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manhã me ressuscite!...”


 (António Salvado, in "Difícil Passagem) 

01 Abril 2012

"MÃE"

                                Foi no dia 30 de Março de 2012 que partiste, mãe. Estranho vazio ...
Paz à tua alma,mãe!!! Saudade imensa esta que sinto...

                     Mãe

"Que desgraça na vida aconteceu, 
Que ficaste insensível e gelada? 
Que todo o teu perfil se endureceu 
Numa linha severa e desenhada? 


Como as estátuas, que são gente nossa 
Cansada de palavras e ternura, 
Assim tu me pareces no teu leito. 
Presença cinzelada em pedra dura, 
Que não tem coração dentro do peito. 



Chamo aos gritos por ti — não me respondes. 
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. 
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes 
Por detrás do terror deste vazio. 




Abre os olhos ao menos, diz que sim! 
Diz que me vês ainda, que me queres. 
Que és a eterna mulher entre as mulheres. 
Que nem a morte te afastou de mim! "



(Miguel Torga, in 'Diário IV')

http://youtu.be/fXS7bMh8vEA

03 Março 2012

"A QUEBRA DA ORDEM - AUTORIDADE DO ESTADO"

A ordem é imprescindível numa sociedade "varrida" por medidas anti-populares e/ou por atitudes politicas desprovidas de justiça. Num momento em que Portugal "abdicou" de parte da sua soberania e passou a ser "comandado" por instâncias internacionais, geradoras de imponderabilidades sociais, é expectável  que a segurança interna seja afrontada por grupos inorgânicos, massas, hordas, etc...
A verdade é que a autoridade do Estado - com recurso às forças de segurança  - se tem degradado quando mais dela se precisa, porquanto as forças de segurança não estão preparadas - no que concerne à motivação, meios materiais, estatuto pessoal e estatuto remuneratório - para salvaguardar e/ou restabelecer a ordem  e tranquilidade publicas.
É certo que a ordem não significa imutabilidade de posições. Mas implica normalidade. O capitão poderá ser substituído no comando sem que a ordem se alter. Desde que seja substituído em termos de competência e responsabilidade. Mas a ordem postula ainda que as mutações de posição operadas obedeçam a regras, a princípios, a usos, a razões. Quando se muda sem razão a ordem quebra-se!!! Nestes... últimos anos muita alterações foram introduzidas nas forças de segurança sem qualquer razão e/ou explicação plausível. 
A crise que Portugal atravessa não se pode "compadecer" com a quebra da ordem, sob pena desta "resvalar" para uma anarquia de desobediências sucessivas. 
As alterações orgânicas e estatutárias das forças de segurança, não têm merecido , da parte destas, um acatamento generalizado porque são injustas e/ou não foram primeiramente meditadas, e, depois, explicadas, justificadas, aos seus destinatários. As decisões unilaterais nesta matéria tendem a criar " «clareiras de "revoluções" internas». Sempre foi assim.
Apesar de sempre ter sido assim, não se vislumbra, por parte do Estado, qualquer consideração pelas suas forças de segurança nem se ouve o "grito" dos chefes em socorro dos seus subordinados.. Ao invés, agiganta-se um "braço de ferro"  e silêncios enternecedores com todas as consequências imprevisíveis num dia-a-dia de criminalidade galopante, onde a a autoridade do Estado enfraquece continuamente e comandos sem "rosto" parecem "desenhar/planear" a sua própria "fuga", face ao futuro...
Perante tal cenário, a sociedade começa a deixar de viver no pressuposto de se achar rodeada por uma ordem integral. O principio determinista da certeza cientifica começa as "esbater-se" - dando lugar ao principio da incerteza -  perante uma factualidade de acontecimentos perturbadores da segurança e que exortam à "justiça" popular e/ou revolta por parte das vitimas.
Se ainda há alguma ordem e/ou sensação de segurança, deve-se a uma e espontaneidade - aparente... - , baseada em hábitos, enraizada pelo tempo, enformada numa origem mais ou menos remota, em entendimentos convencionais, ou até imposições violentas, de que a sociedade Portuguesa já tenha perdido memória consciente.
É muito comum os políticos  criarem expectativas nos seus administrados numa tentativa de ganharem tempo para cumprirem os seus mandatos ou a detenção  poder.
Porém, as expectativas consomem a paciência, a harmonia e o equilíbrio interno.
É inequívoco que, actualmente, os políticos  portugueses têm criado expectativas no sentido de fazer crer que a "tempestade" termina a 31 de Dezembro de 2012 e, em 01 de Janeiro de 2013  o "milagre da multiplicação dos pães" se há-de repetir, agora em Portugal.
Quando as expectativas  - criadas e alimentadas pela classe politica - são frustradas  por estes sem qualquer justificação que não seja a sua cobardia no abandono do "barco". Quando descobrirmos que tais expectativas funcionaram como uma "venda  que nos colocaram nos olhos";  já os responsáveis, por tão grande frustração,  não estão ao alcance das nossas "espingardas" e se conclui que, a afinal... a "venda" e a "espada" da justiça era/é só para o "inglês ver".
O que espanta, de facto, é a resignação do POVO soberano e o  seu "acanhamento"  em  dispara as suas legitimas "armas"  ainda que em legitima defesa.
Será que o POVO português segue o "conselho" divino?:
«Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. (Mt 5:38-42)»

PAULO

26 Fevereiro 2012

"CULTURA MANICOMIAL"

Ainda que seja muito difícil transmitir o «clima psicológico»  no contexto  ambiental do manicómio - ou lugares afins - é nestes espaços degradados que são colocados os problemas últimos da nossa existência, do nosso destino, a morte, o tempo, a solidão, o sexo, a loucura, etc...
A seguir vou tentar transmitir um pouco da comunicação possível em tão degradado quotidiano, um tanto ou quanto esquizofrénico: 
(explicação de um internado a um grupo de psicólogos que visitava o manicómio)
- «Eu chamava-me Lopecito e uma vez morri, que é aquilo que a vós falta fazer»...( e acrescentava)...«Não se fazem chorar os mares com espingardas de manteiga...».
(Outro, um relojoeiro, que explicou correctamente a sua técnica)
- «E neste livro, estão as peças com que estou a trabalhar para inventar um freio para os relógios, porque o tempo passa demasiado depressa...».
(Um dialogo, escutado ao passar, mostra que, apesar de tudo, ainda há reservas de humor nos manicómios)
- «Heh, estás na lua, ou quê?...
- Não, estou no manicómio... mas não te assustes, que não há-de ser nada...».
O que muita gente não sabe é que a cátedra  e o hospício estiveram sempre nas mãos do mesmo grupo do poder.
Poder que, paulatinamente,  substituiu o electrochoque pelos lucrativos psicofármacos....

Paulo


14 Janeiro 2012

"ÉS MAÇÃO?"

-Leste o livro de Sosic, Paulo?
- Li o seu trabalho sobre maçonaria.
- Esses livros eram distribuídos em Lisboa?
- Fui eu quem os compus como tipógrafo que sou.
- Acreditas em Deus?
- Não!
- És mação?
- Porque me pergunta isso? Não posso responder!
- E você, Rui,  é maçã?
- Sim, como  o Paulo.
- Assim, posso deduzir que o Paulo é mação, porque um mação nunca confessa senão a um confrade que pertence à mesma sociedade secreta.
- Peço que não me interrogue sobre isso. Não responderei.
- Diz alguma coisa dos motivos do crime. Sabias antes de te decidires a entrar no " «mundo» do trafico de influencias" que Mário e Moita eram mações? o facto influiu na tua resolução?
- Sim.
- Recebeste deles  a missão de executares o «plano»?
- Ninguém me incumbiu  disso. A maçonaria liga-se a esse rol de influências só para reforçar o meu plano. Telmo disse-me que a maçonaria, há mais de dois anos, havia condenado à morte o cronista  Francisco Fernando.
- Disse-te isso antes ou depois de teres falado no teu intento?
- Já tínhamos falado antes da maçonaria haver resolvido «liquidá-lo».
- Ok.

Paulo

01 Janeiro 2012

"DIZEI-LHE QUE TAMBÉM DOS PORTUGUESES ALGUNS TRAIDORES HOUVE ALGUMAS VEZES"


"Dizei-lhe que também dos portugueses, alguns traidores houve algumas vezes" (Luiz de Camões - canto IV, estrofe XXXIII)
Na verdade, com esta frase Camões não se referia ao ano de 2012 nem tão pouco ao seculo XXI, mas sim aqueles portugueses que nos tempos de D. João I, se passaram para o lado de Castela (Espanha) e combateram contra os interesses de Portugal.
Hoje, quando se coloca a questão da crise em Portugal, vêm os mais altos dignitários da Nação atribuir a culpa à conjuntura da Europa ou mesmo planetária fazendo, com isso, crer que portugal é uma vitima inocente da "desgraça". Ninguém parece ter a coragem de Camões...
Porém, quando a crise passar - se passar - haja quem tenha a coragem de dizer que tal crise também se deveu a portugueses traidores que houve algumas vezes.
Embora São Paulo tenha dito que o Diabo não tem forma, que é «espírito dos ares» (o ar-mau das crenças populares) admite-se no entanto que Ele não possa ser o culpado da crise actual em Portugal. Na verdade o bicho das sete cabeças do Apocalipse, o veado da lenda da Senhora da Nazaré e o corvo de Santo Espedito, não podem ser arguidos neste processo. Não porque sejam inimputáveis em razão de anomalia psíquica. Não. Os culpados são uma espécie de Diabos tornados ermitãos, isto é: aqueles que levaram uma vida dissipada e corrompida e, depois de velhos, se tornaram penitentes e filósofos.Estes não são inimputáveis, embora , por vezes, consigam dar a "volta" à justiça ainda que popular...
Neste ano de 2012, que hoje começa, é preciso que o Povo saiba que Deus e o Diabo não são concorrentes, diga-se o que se disser; as clientelas é que diferem. Tal como o distinto advogado não aceita defender a causa do plebeu - excepto quando é mediática - , tal como o médico de nomeada não se interessa pelos clientes pobres, nem o ilustre pensador pelas vilezas deste mundo, assim os políticos endeusados - que são muitos - desconsideram as paixonetas dos seus "adoradores", as intrigas de bairro, as mortes na estrada, as reivindicações das classes profissionais distintas, a mesquinhez dos negócios domésticos e, de quando em quando, a bandeira de Portugal.
Infelizmente, hoje raramente se roga a Deus pelas coisas nobres mas, constantemente,  solicita-se o Diabo para as coisas materiais (palácios, carros de alta cilindrada, piscina, dinheiro, prestigio pessoal). Esta divisão de papeis permitiu, nestes últimos anos, que a maioria dos que nos administraram tivessem solicitado mais do que rogado. Agora, o resultado esta à vista.
Muitos políticos, perante a actual crise, hão-de seguir a prudência popular neste ano de 2012, que aconselha a acender uma vela a Deus e outra ao Diabo, porque pensam assim:  «Deus é bom mas não tenho de que me queixar do Diabo».

Paulo
NOTA: CLIKE NO TÍTULO



31 Dezembro 2011

FELIZ ANO DE 2012


“Paz e Bem” é o que desejo no ANO de 2012 a todos os que visitam este espaço.
 Dentro da suposta simplicidade desta saudação está contido o que mais as pessoas desejam e que mais o mundo precisa, que é ter uma vida em que a antiga e actual saudação, consagrada por São Francisco de Assis, seja regra.
Para São Francisco de Assis a pobreza, a "Senhora Pobreza" que ele costumava dizer ter desposado, não era um objectivo, mas antes um instrumento pelo qual se podia obter a purificação necessária para a habitação de Deus no interior de cada um e para a perfeita comunhão com o semelhante, metas frente às quais todas as outras considerações eram subordinadas. O outro instrumento privilegiado para isso era a imitação do exemplo de vida dado por Cristo nos Evangelhos, e para tanto a obediência era fundamental. Cristo fora pobre, e assim os irmãos também o seriam, e ela devia ser entendida por todos os seus companheiros não só como uma disciplina de ascetismo em si, mas como fonte de verdadeira graça e alegria.
A verdade é que o Deus de São Francisco de Assis já «morreu». O "deus" de hoje chama-se «TROIKA» ou «COLARINHO BRANCO"». Um deus castigador. Um deus castrador. Um deus sem coração. Um deus materialista. Um deus que coloca acima da dignidade humana os interesses dos mercados. Um deus que exige uma obediência desmedida, ainda que involuntária, mas que nem sequer promete o Paraíso...aos forçados cumpridores.
E para enegrecer ainda mais o quadro actual, os responsáveis pela nossa venda ao deus «TROIKA», não só não foram punidos pela justiça como fugiram a tempo escapando, assim, à justiça popular de uma «multidão» de descrentes.
O ano 2012 será - pelo menos em Portugal - um ano de pobreza "anti - franciscana" onde nos havemos de  rever desprovidos da totalidade da pátria e da totalidade da soberania nacional.
A esperança da reedição do milagre da "multiplicação dos pães" lá para o ano 2014....é o que nós faz ainda manter o benefício da dúvida e, consequentemente, adiar a partida para o deserto mais longo que é ficar-mos despojado de tudo....

Paulo

16 Dezembro 2011

"FELIZ NATAL - 2001"

O Natal de 2011, há-de ficar "marcado", indelevelmente,  na memoria dos Portugueses  como sendo um momento penoso para a soberania Nacional e para a gloria, pretérita, dos feitos que "grandes" portugueses - por mares nunca antes navegados - deixaram aquém e além fronteiras.
Traidores sempre  houve. É certo....
Ainda assim, faço votos para que todos os que se demoram neste "espaço"  tenham um FELIZ NATAL.

NOTA: CLIK NO TÍTULO.

Paulo

08 Dezembro 2011

"CLUBE BILDERBERG"



«É difícil reeducar as pessoas que foram educadas no nacionalismo. E muito difícil convencê-las de que renunciem a parte de sua soberania em favor de uma instituição supranacional». (Príncipe Bernardo, fundador do Clube Bilderberg)

A verdadeira história do Clube Bilderberg documenta a história desumana da subjugação da população por parte de seus governantes. Assistimos ao nascimento de um "Estado Policial Global" que ultrapassa o pior pesadelo que se possa imaginar, com um "governo invisível", onipotente, que toma os fios da sombra, que controla o governo dos Estados Unidos, a União Europeia, a OMS, as Nações Unidas, ao Banco Mundial, ao Fundo Monetário Internacional e a qualquer outra instituição similar. Assistimos à história do "terrorismo" promovido pelos governos, ao actual controlo da população através da manipulação e do medo e, o mais espantoso de tudo, aos projectos futuros da Nova Ordem Mundial.
Sei que é certo que as pessoas e as organizações não são nem absolutamente “más”, nem absolutamente “boas”. Sei que dentro delas, algo igual ocorre com cada um de nós, existem necessidades de sobrevivência, domínio e poder lutando contra as necessidades de filantropia e de amor a fim de se  dominar o próprio comportamento. Mas, parece-me que no Clube Bilderberg prevalecem (embora não seja de forma absoluta) as necessidades de poder de uma forma espectacular e imperturbável.
Também é evidente que algumas das pessoas que estão no poder têm ideais mais elevados e consistentes do que outras que não estão no poder. Também é verdade que grandes empresários, políticos e inclusive alguns de seus colaboradores, estão a lutar – de forma encoberta -  para por limites à depravação do Bilderberg. A estes o meu "aplauso".
Em antigas civilizações do nosso planeta houve escravidão e abusos por parte da elite dominante. Em épocas anteriores da Historia vimos medidas draconianas impostas sobre as nações mas, o que nunca se viu, foi  "ataques" como os actuais, aos direitos das pessoas e à democracia.
O lado obscuro do Clube Bilderberg ─ a pior maldade a qual nunca enfrentou a Humanidade ─ esta entre nós, usa os novos e amplos poderes de coação e terror que a ditadura estatual global requer, para acabar com a resistência e governar aquela parte do mundo que resiste a suas intenções.
O desenvolvimento das comunicações e da tecnologia, unido ao profundo conhecimento actual sobre engenharia (manipulação) da conduta, é, agora, uma realidade. Cada nova medida, por si só, pode parecer uma aberração, embora o conjunto de mudanças que formam parte do processo contínuo em curso constituem, na verdade, um movimento para a escravidão total.
Durante as últimas décadas os grandes psicólogos (Freud, Skinner, Jung...) foram utilizados, para os fins do governo mundial, através de institutos como Tavistock, ou Stanford, organismos colaboradores do Clube Bilderberg, embora não se saiba  até que ponto foram estes informados dos objectivos de dominação mundial do Clube Bilderberg. As investigações e os ensaios sobre o comportamento humano foram demonstrando que a dominação deste não pode provir do castigo, nem dos reforços negativos, mas sim dos reforços positivos. Os reforços negativos, embora produzam, em certa medida, o comportamento desejado por quem o induz, vão indevidamente acompanhados de sentimentos de raiva, frustração e rebeldia nas pessoas, às quais lhes aplica, e por isso esse tipo de técnicas caíram em desuso. Os poderosos têm descoberto que o reforço positivo é a única maneira de provocar nas pessoas, a quem lhes aplica, o comportamento desejado sem ressentimentos, nem rebeldia e de maneira estável.
É este reforço positivo que esta a ser aplicado: dar algo positivo às pessoas quando cumprem as normas impostas pelo Clube, mas fechando qualquer possibilidade de que estas normas se analisem ou se questionem. Os senhores do mundo tentam fazer com que as pessoas se sintam bem e responsáveis quando fazem o que eles dispõem. Durante os últimos anos a população tornou-se cada vez mais obediente e submissa (por exemplo, vemos ultimamente como se esta promovendo o voluntariado, elogiando e heroificando os que se unem a ele, embora seu fim último seja reduzir o mal-estar provocado na sociedade pelo desemprego, perda de direitos e, assim, prevenir os distúrbios sociais). Os Senhores do mundo, para saber até onde podem chegar, sem que a população se revolte, realizam múltiplas experiencias, como, por exemplo, campanhas contra o tabaco e outras. Que as pessoas fumem ou não, não é algo tão importante para os governos como parece. Afinal…muito mais nefasto para a saúde da população são os gases que saem dos escapes dos carros, contra os quais não se faz nada. Embora os técnicos que aplicam as campanhas antitabágico e outras acreditem, fervorosamente, em sua necessidade; o que esta em causa é a submissão da população sendo que sobre a qual, os governos devem estar bastante contentes com os resultados: tudo parecesse obediente e pacifico..
Porém, a submissão tem limites. Não tarda e a “revolução” dos “submissos” será uma realidade incontornável. 
Só é pena que os verdadeiros responsáveis, estejam já a fugir para "lugares seguros"...sob pena de ficarem "presos" na legitima fúria dos revoltados..... A história diz-nos que....sempre fugiram a tempo ou protegidos pela justiça dos tribunais...

Paulo  

14 Novembro 2011

"SUBSIDIO DE FÉRIAS E SUBSIDIO DE NATAL"

A inconstitucionalidade de uma norma de direito ordinário não afasta, em princípio, o dever do seu acatamento por parte da Administração e dos cidadãos até que sobrevenha uma declaração jurisdicional de inconstitucionalidade com força obrigatória geral, e, mesmo neste caso, com ressalva dos casos julgados e com possibilidade de restrição dos efeitos de inconstitucionalidade por razões de segurança jurídica, de equidade ou de interesse público de especial relevo.”
Também no Ac. do STA de 28.10.97, R. 41394 se doutrinou que "Em obediência ao princípio da legalidade, a Administração está obrigada a actuar em conformidade e a cumprir as leis em vigor, enquanto não forem alteradas, corrigidas ou revogadas ou não forem declaradas inconstitucionais, com força obrigatória geral pelo Tribunal Constitucional."
A verdade é que nestes últimos anos o Tribunal Constitucional parece ter feito um «pacto» com os sucessivos Governos: os Governos encarregam-se de traçar um «quadro» negro do estado do pais enquanto os tribunais - com o fundamento do "interesse publico de especial revelo - respondam "amem". Governos que não administram a justiça, não legislam, devendo legislar, não defendem a soberania nacional dos poderes estrangeiros, nem asseguram a tranquilidade pública, tolhendo a acção nefasta dos inimigos internos da sociedade. A crise actual do Estado acha-se ligada a tais omissões. Há-de pôr-se o problema da legitimidade, quanto ao exercício, do poder quando a independência política se não acha garantida por incúria, ou quando a criminalidade atinge níveis que afectam a paz civil, ou quando as Forças Armadas e de Segurança, denunciam, na rua, o incumprimento da lei por parte do Governo. Quando organizações internacionais cobram sob ameaças de não conceder empréstimos financeiros, «impostos revolucionários» então somos levados a pensar - com razão - que vivemos num regime de tirania.
O Governo ao retirar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários publicos, pensionistas e reformados, faz lembrar os selvagens da Lusitânia que, quando queriam colher frutos, derrubavam as árvores.
É da sabedoria milenária dos povos que o exercício do poder reclama uma larga e cuidada preparação relativamente aos governantes. Essa sabedoria reflecte-se no rifrão popular português segundo o qual «se queres conhecer o vilão põe-lhe a vara na mão».
A ausência de uma cuidada cultura politica do Povo, permite, aquando da escolha dos governantes, a que se paguem preços muito elevados, em direitos adquiridos, em desperdício de fazenda e em injustiças, como consequência da ascensão politica de gente destituída de adequada preparação.


Paulo

12 Novembro 2011

"D. Januário Torgal Ferreira arrasa medidas do Governo"

PARA OUVIR, CLICAR NO TÍTULO.

"Sinto que a classe média em Portugal e os mais desfavorecidos vão ser perfeitamente esmagados (...) eu não sei se não estaremos a caminho para o Apocalipse Now da Grécia" (D. Januário Torgal Ferreira).
«D. Januário Torgal Ferreira é o actual ordinário castrense das Forças Armadas e de Segurança de Portugal .O Ordinariato Castrense de Portugal/Diocese das Forças Armadas e de Segurança foi erigido canonicamente em 29 de Maio de 1966 pelo Papa Paulo VI, para auxiliar espiritualmente as PortuguesasForças Armadas (Exército, Armada e Força Aérea) bem como as forças de Segurança (Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública), ficando ordinário militar o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, podendo delegar o cargo num vigário-geral, Bispo Auxiliar do Patriarcado. Com a sua renúncia e sucessão por D. António Ribeiro, manteve-se o Patriarca à frente do Ordinariato, até que, por sua morte, decidiu o novo Patriarca, D. José Policarpo, separar as funções. Assim, em 3 de Maio de 2001, o vigário-geral em exercício desde a morte de D. António Ribeiro, D.Januário Torgal Ferreira, tornou-se ordinário castrense por direito próprio, com título episcopal associado a essa dignidade e tendo como tal assento na Conferência Episcopal Portuguesa.»

EU NÃO SOU SUSPEITO PARA FALAR DESTE BISPO, PORQUE NÃO TENHO QUALQUER TIPO DE RELIGIÃO, POR ISSO ATREVO-ME A DIZER, E A CONVIDAR TODOS MAS TODOS A ESCUTAREM ESTE HOMEM. É DE UMA LUCIDEZ TAL, QUE ME DEIXA BOQUIABERTO.

Paulo

03 Novembro 2011

"JUÍZES AUTÓMATOS"

Entre as ofensas à integridade física que as mais diversas legislações não têm deixado de punir, mesmo admitindo que o castigo seja infligido pelos parentes da vítima, conta-se o homicídio. Muitas sociedades mostraram-se particularmente severas em relação ao homicídio cometido com «aleivosia», traiçoeiramente, fazendo-lhe mesmo corresponder um tipo penal próprio. 
As ordenações jurídicas  foram severas quanto aos homicídios qualificados, por dolorosos, aleivosos, ou pela qualidade das vítimas. No Direito Romano, a Lei Cornelia, De Sicariis, e a Lei Pompeia, de De Parricidiis, levaram a extensão das qualificações dos homicídios aos casos em que a vitima fosse parente, em diversos graus, patrono, amigo, etc., do homicida. Mas o direito posterior restringiu as qualificações do homicídio aos parricídios  aos uxoricídios, aos infanticídios e, às vezes, aos fratricídios. 
Entretanto tudo se modificou à nossa volta.
Hoje, mais do que nunca, é importante voltar a apelar - como nas leis antigas (até ao século XVIII) - aos juízes para que sejam justos. Uma visão do juiz funcionário - onde apenas se exige que observe as normas legais e tenha cultura jurídica, reduzida por vezes a uma mera técnica processual - parece não resultar pois, assim, o juiz é apenas um autómato. 
De harmonia com o aforismo «o que não está no processo não é deste mundo» muitos têm sido os criminosos , com a cumplicidade dos seus defensores e outros..., violando a própria deontologia profissional, que se dedicam a esquartejar o conteúdo dos processos ou arrastando-os até à «bendita» prescrição ou catapultando as provas bastantes para um outro "mundo". 
Já lá vai o tempo que o "Regedor" jurava, sobre os Santos Evangelhos, servir o oficio como a serviço a Deus, por forma a que o Direito e a Justiça se guardassem às partes sem alguma diferença, nem respeito a grandes e pequenos, ricos e pobres, estrangeiros e naturais, tendo em especial cuidado os presos, os órfãos, as viúvas e os pobres, fazendo justiça sem paixão de ódio, amor ou afeição. 
O problema actual  - período de crise generalizada  e corrupção politica manifesta - é a fragilidade da independência e da dignidade dos corpos judiciais, incapazes de porem em causa a permanência no poder dos governos corruptos. 
O poder político tende a reduzir os juízes à condição de funcionários públicos administrativos procurando, com isso, degradar as suas virtudes tradicionais e , consequentemente, incapacita-los  no que concerne ao  desempenho do seu "papel": restabelecimento do equilíbrio social.
É triste ver tantos criminosos à solta e confrangedor ver presos pelo facto de não terem dinheiro para pagar uma multa ao Estado que os empobreceu ...

Paulo


16 Outubro 2011

" EM AUSCHWITZ SÓ FORAM GASEADOS PIOLHOS"

Quando certos políticos manipulam os números e as investigações para provarem que merecem ser eleitos pelo Povo fazem-me lembrar Darquier de Pellepoix que referindo-se a Auschewitz, escreveu: "em Auschwitz só foram gaseados piolhos».
Tais políticos abusam da liberdade de expressão sem que respondam, de forma objectiva,  pelo abuso dessa liberdade.
O poder político e económico tentam a "intoxicação" da ordem moral dos Povos ao manejarem a "tesoura" da mentira, rasgando-a  e desfigurando-a em toda a parte.
Escrever é uma diligencia intelectual que pode transformar-se muito rapidamente na contestação do saber e do poder. É por isso que eu escrevo.
O que os vendedores de ilusões mais temem é a evasão espiritual, sabendo bem que ela conjura o medo e constitui uma forma eficaz de resistência ao poder.
Os romances de Thomas Mann, prémio Nobel da Literatura, foram deitados para o lixo, assim como os escritos de Karl Marx e de tantos outros.
Não é admissível que em Portugal estejam a surgir milhares de adultos e crianças reduzidos à condição de escravos por causa das dividas que outros contraíram. Uma divida que há-de ser transmitida dos pais para os filhos ou para os netos. Haverá pessoas a trabalhar como escravos para pagar dividas que remontam a três gerações...
A pratica mais esclavista mais vulgar de hoje em dia é a escravatura por dívidas. A armadilha funciona da maneira seguinte: Países ou organizações aceitam emprestar dinheiro aos países endividados, sabendo que estes não conseguirão reembolsá-lo. De facto, os países individados passam a ser escravos de "estranhos patrões" que lhes chamam, constantemente, à atenção por o seu trabalho não ser satisfatório. Assim, os países individados, são obrigados a tomar medidas de contenção insuportáveis  trabalhando até ao fim dos seus dias para pagar uma divida que, longe de diminuir, em geral continua a aumentar.
A verdade é que um cidadão que conduza sem habilitação legal para conduzir um automóvel,  pode ir para à prisão. Por outro lado os políticos que conduzem os destinos de milhões de cidadãos sem qualquer competência e/ou sentido de responsabilidade, vivem em plena liberdade e rodeados de todas as mordomias.
O orçamento do Estado para 2012, em Portugal, - sustentado pela alegada inevitabilidade -é uma "tortura psicológica", uma lavagem ao cérebro  capaz de destruir a vontade e a transformar radicalmente a consciência individual.
Importa, pois..., perguntar: 
Onde estão os prisioneiros políticos de Portugal que causaram a actual "inevitabilidade"?
Que cargos ocupam actualmente os culpados pela situação que se vive em Portugal?
 Como a defesa dos direitos do homem é uma luta de todos, lembremo-nos de que o empenho individual, aqui e agora, esta sempre ao nosso alcance.
Não tarda e teremos a "revolta das pedras".

PAULO