29 Julho 2006
"FILHOS DE UM DEUS MAIOR ?"
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7/29/2006 04:29:00 PM
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27 Julho 2006
"O DESPERTAR DOS COMBATENTES-ANGOLA 1962"
«A guerra* caldeou as minhas ideias com os ingredientes da sabedoria que me faz amadurcer e sair do mundo dos ingénuos. Já começo a ficar farto de ouvir lições de patriotismo saloio, proferidas por aqueles senhores bem instalados nos gabinetes de Luanda e que desprezam os desgraçados que tiveram o azar de ser perfurados pelas balas inimigas. Tombaram nas terras dos Dembos e o seu sangue jamais será resgatado, porque estamos esntregues à bicharada, que é o mesmo que dizer a uma cambada de indolentes pançudos. Bem pode o "Fernando Farinha" continuar a cantar o «Fado das Trincheiras», que o inimigo vai recebendo novas armas e com tiros cada vez mais certeiros. tudo se passa em circuito fachado: os mesmos países que levam as máterias-primas de Angola vão fornecendo mais e melhores armas aos bandoleiros. Como quase tudo se repete, perdemos a esperança de vencer contra aqueles que nos atraiçoam. Enquanto os que morrem nunca são os mesmos...» *A guerra em Angola (iniciada em 1961) terminou em 1974. (Carta datada de 27/07/1962 escrita pelo o meu pai ,combatente no ex-ultramar português) Hoje, passados que foram 44 anos nada será muito diferente num verdadeiro «teatro» de guerra...pena é que as televisões - 4º poder - não cumpram o seu dever: informar da verdade dos factos. 27/07/2006 Paulo |
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7/27/2006 10:14:00 PM
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"PORNOGRAFIA INFANTIL - INTERNET"
| A nível das telecomunicações e internet, a pornografia infantil, e inerente venda comercial através da web, é um dos crimes que mais preocupa a justiça em todo o mundo, devido à dimensão que o negócio atingiu, e aos elevados lucros que gera. Segundo os investigadores policiais, as redes existentes no negócio da pornografia são semelhantes a qualquer outra de crime organizado. Uma operação internacional de polícia, realizada em 2002, permitiu o desmantelamento de uma destas redes, o Landslide Productions Inc, com sede no Estado norte-americano do Texas. A rede abastecia-se de pornografia infantil nos EUA, na Rússia e na Indonésia, e depois disponibilizava o material, vídeos e imagens, num site da internet, de acesso por subscrição. A Landslide tinha 250 mil subscritores e receitas de 63 milhões de euros por mês. O poder do criminoso permite-lhe ainda um exercício contínuo de tráfico de influências, junto de decisores ou funcionários superiores do Estado, sensíveis à obtenção de vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou mesmo apenas a sua promessa, com o objectivo de abusarem da sua influência junto de entidades públicas, que permitam o ganho do criminoso. Mas o «crime compensa!»...pois o desleixo do Estado no combate ao crime é "mais que muito". O Estado exilou-se, o povo refugiou-se em casa e o criminoso esconde-se numa nuvem, algures entre o nascer e o por se Sol e a Estrela Polar. Há quem diga ainda hoje que se ouve o troar dos "canhões". Outros asseguram que não. É apenas o criminoso a rir impiedosamente do Pais inseguro, hesitante entre uma telenovela e um jogo de futebol. Paulo 27/07/06 |
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7/27/2006 04:08:00 PM
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23 Julho 2006
" FÁTIMA DESMASCARADA II "
| Lúcia, um embuste? O embuste é a mentira artificiosa, engendrada com a intenção de alcançar certo fim. Lúcia sabia usar o embuste nas ocasiões oportunas. Quando transitou para o Colégio de Nossa Senhora das Dores de Pontevedra a Madre Superiora mandou-a despejar na fossa «certas porcarias». Ela que tinha o seu «gèniozinho» como nota Antero de Figueiredo, deve ter-se sentido vexada e revoltada. Na Cova da Iria vira-se coroada de rosas: fora transportada aos ombros como santa; recebera nas mãos os ósculos respeitosos da gente ignara do povo - e não perdoou o vexame infligido pela Madre. Quando regressou de cumprir a revoltante tarefa, voltou a encontrar-se com a Madre Superiora. De olhos baixos, humildemente, disse-lhe com voz rastejante: - «Apareceu-me agora Nossa Senhora!» O que em boa linguagem significa: - «Não te esqueças de que sou uma eleita de Deus!» Com humildade e candura Lúcia deu-lhe uma lição. Este ar cândido, como bem nota Trubert, («L, hystérie et La Mythomanie») é um dos requintes pessoais dissimulados. Hábeis em fingir e em mentir, têm predilecção especial pelas atitudes teatrais. NOTA: Lúcia, desde que seguiu a vida religiosa, pretendeu alcançar a sua santidade imitando João Berchmans e Teresa Martin. Ora João Berchmans aconselhava que devemos escolher para modelo da nossa forma de proceder a vida dos santos, e que imitemos dum a paciência, de outro o ardor da fé, dum terceiro o amor do próximo, etc. Por tendência natural e por conselho alheio, a vida de Lúcia transformou-se numa permanente imitação das atitudes dos outros. A história de «La Solette, Lourdes e Fátima prova-nos que, na maioria dos casos, para desempenhar o papel de vidente - quando as aparições não têm por palco conventos ou igrejas - são escolhidas crianças ignorantes, crendeiras e inconscientes, que podem ser mistificadas e dirigidas com maior facilidade pelos empresários do sobrenatural. Se a Virgem desejava que os Russos se convertessem, a quem deveria ter feito as aparições? Aos russos, ou aos broncos pastoritos de Aljustrel? Os católicos fazem cavalo de batalha do facto de alguns descrentes nas aparições terem morrido tràgicamente. Que explicação dão eles para as mortes de Jacinta e de Francisco, dentro de breves meses depois das aparições, após cruéis sofrimentos? Se no plano divino constava o próximo falecimento de Francisco e Jacinta, que fim teria a Virgem em vista ao recomendar-lhes que aprendessem a ler? É de estranhar que a virgem, que fez "dançar" o Sol na Cova da Iria, não tivesse recorrido a um outro meio mais convincente do seu poder e dos seus desígnios, tornando instantâneamente letrados e cheios de dons de sabedoria os três ignorantes Zagaletes. Esse, sim; esse é que seria um assombroso e proveitoso milagre, que ninguém ousaria negar. Paulo PS: Parte do texto foi retirado do livro "Os Mouros Fatimidas e as Aparições de Fátima" de Moisés Espírito Santo e é publicação do Instituto de Sociologia e Etnografia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa. 22/07/06 |
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7/23/2006 03:09:00 PM
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22 Julho 2006
"A MINHA VACA MORREU DE TÉTANO"
A minha vaca morreu de tétano. Provavelmente não teria morrido se lhe tivesse administrado o seguinte medicamento: "Clister calmante nº 127":Sulfato de quínino.................... 4 gramas; Extrato gomoso de ópio.......... 1 grama; Gema de ôvo............................ uma; Água quente.............................. 1 litro; (dissolver o ópio na gema de ôvo, e o sulfato em água) Administrar num elister depois de se ter limpado o reto. É util nos tétanos do gado bovino. O sulfato de quínino, junta-se com as sangrias, faz cessar os paraoxismos, devendo depois conservar-se o doente em uma temperatura quente e bem coberto, durante todo o tratamento. Os efeitos do sulfato de quínino consitem em diminuir a força dos paroxismos, expulsar as matérias fecais, e uma notável quantidade de ourina. Este clister deve repetir-se, mas convém na repetiçao diminuir o sulfato de quinino a uma grama, até a desparição dos acessos e da moléstia; devendo igualmente administrar-se em bolos o sulfato de quínino, na dose de cinco para cada bolo. PS: Quando encontrei a minha vaquinha morta eu próprio não me contive sem defecar...e, a sorrir, pensei em me matricular em «medicina veterinária». Paulo 22/07/06 |
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7/22/2006 12:29:00 AM
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20 Julho 2006
"ROSA CASACO"
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7/20/2006 09:27:00 PM
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18 Julho 2006
"FÁTIMA DESMASCARADA"
Lúcia foi uma histérica mitomaníaca? quem ler as opiniões de psiquiatras como Júlio de Matos, H. Lavrand, Henri Bertrand, Edouard Trubert e Dupré, reconhecerá que em Lúcia se descobrem todos os sintomas característicos da histeria mitomaníaca: vaidade, sugestibilidade; tendência constitucional para a alteração da verdade; simulação; ausência de lágrimas; mutismo; ideias de persequição; tendência para imitação. VAIDADE O jornalista Avelino de Almeida, ao relatar o que presenciou na Cova da Iria em 13 de Outubro de 1917, dia da última aparição, afirma: «Lúcia anuncia com ademanes teatrais que a guerra termira» (1º guerra mundial). Só as pessoas fátuas e vaidosas usam ademanes teatrais. Do seu feitio calado, Lúcia tornava-se tagarela logo que a interrogassem acerca das aparições, porque a vaidade de se sentir a primeira personagem daqueles sucessos vencia o seu habitual mutismo. A esse respeito diz-nos o cónego Formigão: « (Lúcia) presta-se de melhor vontade a ser interrogada sobre os acontecimentos de que é a principal protagonista». E em abono desta afirmação o cónogo Formigão regista ainda aquilo que ouviu acerca da loquacidade de Lúcia, quando a interrogaram sobre as aparições:«Tanto se lhe dá falar com uma pessoa como com muitas». Mas ela própria confessou: - « Na verdade a vaidade era o meu pior ornamento». Foi, de facto um dos seus piores ornamentos... Nota: O sobrenatural de Fátima foi obra de um pequeno grupo de aclesíasticos, inteligentes e ousados, que tinham contra o regime republicano, implantado em 1910, grandes ressentimentos. A República reduzira a importância social do clero e os seus rendimentos, e isso levou os padres a hostilizarem abertamente o novo regime, tanto no púlpido como fora dele. Nada melhor, à época , de eclodir em Portugal um fenómeno sobrenatural, capaz de causar engulhos a republicanos e livres-pensadores...uma nova «Lourdes».... Católicos de Portugal, porque fiais só no céu a realização das vossas esperanças? OBS) : Este post foi "construido" graças a João IIhargo que escreveu o livro "Fátima Desmascarada" - coimbra.1971" do qual foi transcrito quase a totalidade deste texto. Pena este livro não se encontrar à venda (está esgotado). PAULO |
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7/18/2006 11:07:00 AM
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16 Julho 2006
"OUVIDORES, JUIZES, E JUSTIÇAS"
«Dom Pedro, por graça de Deus, Rei de Portugal, e dos Algarves, d, aquem, e d, alem mar, em Africa, senhor de Guiné, e da Conquista, Navegação, Comercio da Ethiopia, Arabia, Persia, e Índia, etc. Faço saber a vós, que eu passei ora um Alvará, por mim assinado, e passado por minha Chancellaria, do qual o traslado é o seguinte. Eu EL-Rei faço saber aos que este Alvará virem, que, por me representar a Junta da Administração do tabaco o grande prejuizo, que resultava á minha Fazenda, da publicidade, com que os Soldados vendiam tabaco, e que necessitava de efficaz e pronto remedio; porque de outra sorte faltaria o rendimento do tabaco, para as consignações, a que estava applicado, sendo a maior e principal delas o pagamento dos mesmos soldados - fui servido resolver, que todo o soldado, que fôr achado descaminhando, ou vendendo tabaco, ou se lhe provar que vendeu, perca todos os seus serviços, e seja irremissivelmente degradado por tempo de cinco annos para Angola. Pelo que mando a todos os ouvidores, Juízes, e Justiças, e mais pessoas de meus Reinos e Senhorios, que assim o cumpram e guardem, e executem esta minha Lei, sem excepção de pessoa alguma, como se nella contém. Manoel da silva Collaço a fez, em Lisboa, a 21 de Janeiro de 1696. Francisco Galvão a fez escrever. = REI». Passaram, entretanto, 310 anos....e os soldados ainda "furtam" tabaco!!! 15/07/2006 |
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7/16/2006 12:35:00 AM
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14 Julho 2006
"AMÁLIA RODRIGUES - 1920-1999"
Amália Rodrigues: um «heterónimo» de Portugal. Do que em Portugal existe de profundo e de fluente, de fixado e de erradio, de raiz e de flor, de tronco e de brisa. De rio, de escarpa, de céu límpido ou nublado, de montanha e de vale, de lonjura de planícei, de abraço do Oceano. De melancólicas melodias. De melopeias ardentes. De alegrias súbitas, esfuziantes, logo evaporadas como se fossem espumas. De terrores antigos, de relâmpagos de esperança. De raça e de graça plebeias, definitivamente imunes a todos os vírus de vulgaridade. De genuína cepa aristocrática, mas tão livre e tão forte que nem cabe na moldura das árvores geneológicas. E de excesso passional no que assim tem de ser; e de musicalmente medido no que já vem ritmado desde o fundo das almas desde o escuro dos séculos. Amália Rodrigues: faceta espelho onde nos revemos, sempre com o espanto de nos surpreendermos magicamente favorcidos. Amália, voz inconfundivél em que nos projectamos e através da qual temos divulgado, pelo Mundo fora, os mais secretos dos nossos segredos, os mais esquivos ou mais teimosos dos nossos silêncios, tudo quanto de mais ciosamente vínhamos guardando, sem sequer o sabermos, ao longo de gerações emudecidas, quanto muito titubiantes. Amália foi admirada, idolotrada e profundamente amada pelas muitas plateias que levou ao delírio ao cantar a sua alma, a alma lusa que é, afinal, a de toda a humanidade e que cabe, inteira, no abraço do seu nome. Obrigado Amália!!!! PAULO Portugal, 14/07/06 |
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7/14/2006 07:24:00 PM
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13 Julho 2006
"FUNDAMENTOS PARA UM MANDADO DE CAPTURA"
A meritíssima Juíza de turno no tribunal da «Boa-Hora» - Lisboa -Portugal -, Drª Filipa Macedo, emitiu um mandado de captura para seis arguidos para ficarem em prisão preventiva (se necessário com arrombamento das portas da residência), com base no seguinte principal fundamento: «Os adolescentes, hoje em dia, vivem uma liberdade desmedida, passando os dias sozinhos e saindo à noite até altas horas da madrugada, podem ser considerados muito "apelativos" nas suas indumentárias, pela descontracção com que actuam, pelo bronze e penteados que exibem, por indivíduos viviosos e podem ser considerados presas fáceis porque normalmente têm posses insuficientes para as solicitações da sociedade de consumo em que se integram e que os seduz. Às vezes até consomem estupefacientes desde muito cedo -11,12 anos de idade-». Julgo que a expressão "adolescentes" quer "indivíduos viciosos" se deve aplicar aos dois sexos. A sociedade não é unissexo. Assim, este será o retrato da juventude portuguesa, pintado pela Meritíssima juíza desembargadora. Depois de serem chamados de "geração rasca", os adolescentes portugueses são agora classificados como "capazes de tudo" para corresponder às "solicitações de consumo". «Ecce Deus fortior me, qui veniens dominabítur mihi» (Dante) 13/07/06 Paulo |
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7/13/2006 12:00:00 AM
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09 Julho 2006
"DECÁLOGO DO CORRUPTO"
I. Nunca te esquecerás de que a ética Kantiana é uma teoria impraticável e que são o poder e a ambição que ditam todas as acções dos homens. II. Terás sempre em atenção que deves usar o teu poder para servir os que ainda estão acima de ti e para seres indispensavél aos que estão abaixo de ti. III. Jamais terás dúvidas de que o dinheiro que geras para ti e para os teus é o melhor atalho para consolidar e aumentar o teu poder. IV. Realizarás todos os teus actos na sombra, em silêncio, sem testemunhas. Longe de documentos e especialmente ao largo de telemóveis. V. Procurarás nunca desapontar os teus amos e nunca renegar os teus cúmplices, especialmente se estes forem família, ou tiverem tido acesso à tua intimidade. VI. Estarás sempre vigilante em relação aos que te invejam e aos que, por formalismos legais ou por suspeita, querem fiscalizar as tuas acções. Encontrarás meios para os desacreditar ou, em último caso, os eliminar. VII. Construirás diariamente uma teia, com fios feitos por lideres que graças a ti treparão mais alto, por funcionários que de ti tirarão benefícios, por empresas que através de ti chegarão ao lucro, e por novas entidades que deixarás os teus lidarem. VIII. Deverás estar atento a todas as oportunidades de mercado, sabendo que elas são infinitas, e estudarás especialmente as novas formas de negócios, ou seja, o modo de as usares a teu favor. IX. Serás cirúrgico e asséptico no modo de contornares as leis, os regulamentos e os códigos, e atrairás a ti os melhores especialistas para te ajudarem a camuflar e a fazerem desaparecer todos os traços das tuas actividades. X. No caso extremamente improvável de seres apanhado, gritarás inocência até ao fim, marcarás conferências de imprensa para proclamares teu horror e quando te confrontares com a tua consciência, dirás a ti próprio que fizes-te tudo para bem do povo e dos seus representantes. PAULO 08/07/06 |
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7/09/2006 12:55:00 AM
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07 Julho 2006
" UNS E OUTROS"
Rapaz! podes ser uma atleta, ser o primeiro entre os guarda-redes, o mais veloz dos «avançados!». Se, entretanto à noite em casa, não tiveres a coragem de resistir às paixões, muito embora sejas um herói nos desportos e nos campeonatos, não passas dum grande cobarde! E tu, ao contrário, tu, ó criança infezada, tu, ó rapaz, de rosto sem cor, sem bícepes para levantar alteres, tu que não sabes mesmo distinguir uma «mão» duma «grande penalidade», ou dum «canto», se sabes dominar as tuas paixões, és um verdadeiro valente e o tal gigante nem sequer é digno de desatar os cordões das tuas sandálias. Tu é que és um homem!. A pureza, como a virtude só tem de feminino, o nome! (1).
s, muito embora sejas um herói nos desportos | |
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7/07/2006 09:24:00 PM
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05 Julho 2006
"GUERRA DO ULTRAMAR"
«Por natureza ou por defeito, sou contra as pantominas nas coisas sérias. Existem muitos testemunhos escondidos que podem trazer mais luz sobre aqueles anos de angústia e de sofrimento - os anos da Guerra do Ultramar. Por desinteresse, por se terem esgotado os valores patrióticos, por se verem injustiçados, por sentirem que a mãe pátria os abondonou, na profundeza dos seus traumas terríveis, ou por medo de recordarem o negrume de muitos dias de carências de toda a ordem, são poucos os que se afoitam a atirar um pedregulho para o charco da ingratidão e a contar a verdade nua e crua de toda a vivência em meios hostis e extremamente marcantes. Os poderes ocultos podem mascarar as pantominas dos vira-casacas da governação, podem até mascarar a pobreza que atira para a miséria muitos portugueses; porém, não vale a pena falar dos chefes e responsáveis directos, que se acomodaram com as mordomias em tempo de guerra, porque deles nada mais é de esperar...Mas tentar mascarar a verdade genuína da vida dos combatentes que sofreram e sobreviveram aos anos da guerra que lhes roubou parte dos sonhos da juventude, além de grave injustiça, é blasfémia! Analisados, agora, os contornos em que se materializava a administração e as dependências aos interesses estrangeiros instalados nos territórios ultramarinos, então, podemos afirmar que a soberania portuguesa era uma grande mentira. Ainda, passados que foram mais de trinta anos, estão por resgatar algumas centenas de corpos dos combatentes que o Poder renegou e que, por falta de dinheiro para os trasladar e entregar às familias, ficaram enterrados nos locais mais recôndidos das terras de África. Tal como muitos outros, este facto tem sido esquecido pelos chefes com responsabilidades importantes dentro da organização das tropas no tempo da guerra (1961-1974). Aos que lá ficaram o meu respeito e paz às suas almas! Espero que o conteúdo deste texto não cause incómodo na sociedade vigente». Texto do livro: "O Despertar dos Combatentes" de Joaquim Coelho (ex-combatente na guerra do ultramar) - Clássica Editora - 2005 |
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7/05/2006 11:03:00 PM
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04 Julho 2006
CRIMINALÍSTICA: PROVA
A determinação da "prova" do acto ilicito e culposo, praticado pelo seu agente (pessoa humana), sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Para um espírito moderno, essa prova situa-se nos limites entre o ciêntífico e o jurídico, mas isso é o resultado de uma longa evolução do sistema probatório, pois o problema da administração da prova sempre dominou as legislações de todas as épocas, de todos os paises. Na base, está a prova das sociedades primitivas, prova mais ou menos mágica em que, na ausência de flagrante delito, as impressões pessoais ou mesmo a interpretação de sinais são os únicos elementos que permitem a opinião, a apreciação. Um pouco acima dessa base, está a prova mística, em que intervêm as provações, as ordálias, os duelos judiciários, os juízos de Deus. Mais um degrau e é a prova legal, em que a lei fixa não apenas os meios de prova, como a categoria de cada um desses meios e em que a confissão é considerada como a «rainha das provas». A seguir, sucedem-se - quase ininterruptamente - o período sentimental durante o qual, pelo contrário, o juiz aprecia livremente a prova - segundo a sua convicção íntima - e, depois, o período cientifico actual - que, sem dúvida nenhum, é o do futuro - em que a prova é fornecida pela peritagem, que procura demonstrar, através de dados de experiência ou de observação, racionais ou racionalizados. A prova final é o resultado do valor das provas elementares que entram como componentes do raciocínio, e cada uma desses modos de prova desempenha então o seu papel na criminalística. Espero que da referida "particularidade" se consiga abarcar, com os possiveis comentários, a generalidade da Criminalística. 04/07/06 Paulo |
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7/04/2006 08:41:00 PM
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01 Julho 2006
"ANALOGIA DE MIM"

Sou isso mesmo; uma notícia errada,
resto de mágoa que já foi canção,
doçura de colmeia não libada,
rito de ver nascer a madrugada,
sino sem torre, apeada no desvão...
Morte na Primavera em verdes anos,
máscara rindo em sótão de teatro,
angústia que se nutre a desenganos,
queixas de rouxinol por entre ramos,
consciência amarga de quem foi ingrato...
Astro caindo que na queda ardeu,
curva de estrada onde acabou alguém,
menino meigo que voou ao Céu,
água da fonte que ninguém bebeu,
grito que é brado e não atrai ninguém...
Vela de barco que ficou no mar,
lírio de flor ao vento a acabacear,
gesto de apelo que se perde no ar,
tristeza de outrem que me estendeu a mão...
Melancolia doce em certo instante,
realejo sujo que entupiu de vez,
diluído som que, a um tempo, chore e cante,
voz telúrica erguida em seu descante,
jogral fingindo em seu trovador cortês...
Orgulho de mendigo que não pede,
pássaro morto na água do ribeiro,
distância que com olhos se não mede,
espelho que me conta e me antecede
e canto, breve ou longo, derradeiro...
Paulo 01/07/06
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7/01/2006 11:33:00 PM
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