| O que disseram os doutos especialistas sobre a castidade e continência: Drº Xavier Francotte «A continência é possível e a lei divina, prescrevendo-a até ao casamento, não ordenou nada que esteja em contradição com as leis fisiológicas...e cita o Drº Fournier, da Academia de Medicina, especialista de doenças venérias:«tem-se falado com pouca verdade e consciência dos perigos da continência para rapazes. E se eu vos disser que não conheço esses perigos, e que, como médico, ainda os não verifiquei, se bem que me não tenham faltado casos para estudar a matéria!?». Drº Bealde, professor do Cólegio Real de Londres « A virgindade dos jovens é simultâneamente uma salvaguarda física e uma salvaguarda moral e intelectual, sendo necessário procurar a todo o transe conservá-la...É facto observado que, tanto em higiene humana, como em zoctecnica, a continência é uma condição de prosperidade nutritiva». Sir James Paget, médico da Corte de Inglaterra «A castidade não prejudica nem o corpo, nem a alma: sua disciplina é excelente...». Drº Surbled « Os males da incontinência são conhecidos, incontáveis; os que a continência provocaria são supostos, imaginários. É uma prova disto o facto de haver numerosos trabalhos, doutos e volumosos, consagrados à exposição dos primeiros, ao passo que os outros esperam ainda o seu cronista. Não existem a este respeito, senão vagas afirmações, que se escondem tímidamente nas conversas, mas que não suportariam a luz clara do dia». Drº G. H. Naphez «condenamos energicamente, como uma doutrina das mais perniciosas, feita para servir o mal e encorajar a pior espécie de vício, a teoria que pretende que possa vir qualquer prejuízo dum celibato castamente mantido». Drº Toulouse «Os numerosos exemplos de nomes dedicados a trabalhos físicos e intelectuais absorvem, e ao mesmo tempo fíeis à ideia religiosa e tendo ficado castos uma vida inteira, sem perturbação fisiológica aparente, são absolutamente demonstrativos». Drº L. Delattre, Inspector de Higiene «Longe de ser contrária à conservação da saúde, a continência constitui uma das garantias mais seguras de actividade sã e viril...Um jovem pode estar certo de encontrar na castidade a garantia duma energia vital, que ele não poderia atingir na incontinência. Estes factos, garantidos pela medicina e pela experiência, devem ser afirmados como energia». O R. P. Vermeersch, S. J. «A castidade e a continência, em si mesmas, não são de forma alguma prejudiciais à saúde. São tantos os médicos e os psicologistas de valor a atestá-lo, que os raros contraditores podem ser considerados como uma percentagem desprezível. Aqueles que, com o pretexto da saúde do corpo, atacam a continência, ou (o que tantas vezes acontece, infelizmente) dão conselhos imorais, devem ser condenados, precisamente em nome da verdadeira ciência». Ora o vasto acervo de provas cientificas referidas pode ser uma boa «arma» para motivar os candidatos à castidade e continência. será? Paulo |
28 Agosto 2006
"A CASTIDADE E CONTINÊNCIA VISTAS À «LUZ» DA MEDICINA"
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Paulo Sempre
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8/28/2006 11:35:00 PM
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27 Agosto 2006
"GENERAL ANTÓNIO DE SPÍNOLA: «VEDETA GUERREIRA»
Desde os tempos de tenente de cavalaria, nos concursos hípicos de Cascais-Lisboa ou nas frentes de combate em que os «viriatos» se bateram valentemente em Espanha, sente-se que a grande preocupação de António de Spínola era não só tornar patente um desembaraço pessoal que pudesse ser discutido como associar-lhe essa arrogante, altiva, afectada e desdenhosa imagem de «vedeta guerreira»: queria ser invejado pelos seus iguais, temído pelos superiores, respeitado pelos seus subordinados, admirados por todos. Este projecto marcaria Spínola para sempre e condicionaria a sua formação de chefe: tanto lhe interessou parecer um grande cabo de guerra que se esqueceu de quando era realmente necessário para ser um grande cabo de guerra. Os cuidados da imagem acabaram por sobrepor-se às preocupações da essência - que deveria sustentar aquela e dar-lhe consistência - quedando-se apenas no ar, vazia de sentido e de substância, a aparência do que deveria ser um autêntico chefe. O processo encaminhou-se assim inexoravelmente para uma via ao mesmo tempo demagógica e manípulavel: uma figura ôca, completamente desvinculada de qualquer realidade sólida, e disponível para ser ocupada por qualquer recheio que se pretendesse introduzir-lhe. O fenómeno, como é natural, não se tornou evidente enquanto couberam a Spínola funções sobretudo de executante ao serviço de ideias e decisões alheias, enquanto se requeria fundamentalmente certo desempenho físico e o monóculo ou o pingalim mantinham todas as suas virtudes catalizadoras de popularidade e dedicação. Quando Spínola se viu na necessidade de elevar a nível de general e de governante a imagem do tenente-coronel de cavalaria que se batera com valentia em Angola, começou a desmoronar-se a figura com tantos cuidados construída. Só alguns anos depois se tornou estrepitosamente claro o fracasso, quando foi impossível dissimular por mais tempo a fragilidade intrínseca da máscara de energia e decisão que Spínola afivelara, quando se tornou tragicamente patente, naquele ídolo, nem só os pés eram de barro...Mas o descalabro, como se compreende, começou antes; pode até marcar-se-lhe com precisão o ponto de partida: em Maio de 1968, recente oficial general, Spínola enfrentava-se com a situação crucial que ia pôr à prova a validade e solidês da sua imagem de vedeta, ao ser nomeado comandante-chefe e governador da província da Guiné. Aí, nesse velho solar português de cinco séculos, onde ressoavam ainda os nomes de chefes militares como Artur de Paivas e governantes como Honório Barreto, se ia jogar a sorte de uma vaidosa ambição pessoal; desgraçadamente essa ambição arrastaria na sua queda a sorte de todo o País. Não é fácil para qualquer portugês pensar sem humilhação, sem sentir como própria a vergonha da dramática mas inevitável conclusão, que um general português, levando ao peito a marca dos hérois, a velha insígnia militar do «valor, lealdade e mérito», a traiu tragicamente, deixando-se afundar com a Pátria - sem glória e sem honra. Paulo |
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Paulo Sempre
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8/27/2006 12:38:00 AM
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25 Agosto 2006
"PRECE:...MAS QUE EU MORRA EM PORTUGAL..."

Talvez que eu morra na praia
Cercado em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.
Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
Irmão das pedras da rua
Pisadas por toda a gente.
Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Que o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração
Talvez que eu morra no leito
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.
(Alain Oulman/Pedro Homem de Melo)
«Em cada grito de cada homen, em cada grito de medo soltado por uma criança, em cada voz, em cada anátema, ouço o ruído das correntes que forja o espírito.» (William Blake)
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Paulo Sempre
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8/25/2006 10:52:00 PM
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23 Agosto 2006
"ULTIMATO E CEDÊNCIA E OS MÍSSEIS RED EYE"
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Paulo Sempre
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8/23/2006 11:04:00 PM
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21 Agosto 2006
"PROSTITUTA: - ESTRANHA FORMA DE VIDA -"

Posto o sol da esperança
O medo acaricia-lhe os olhos
Ao espelho as meias pretas
Atenuam-lhe as nódoas roxas dos cifrões
Mulher sem ventre
Corpo a monte sem passaporte
Sabes do cio o inverno precoce
As grutas inundadas por mar alheio
Os adjectivos espancados
E os beijos sem seiva
No teu corpo
Há neblina perfumada de fantasia
O segredo e o ódio
Talvez vagas de esperança
Mas quando o teu corpo dá à costa
Já em terra o peixe é fresco
E o lugar comum de estar só está de volta.
Paulo
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8/21/2006 12:44:00 AM
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19 Agosto 2006
" GUERRA - A FÉ JÁ NÃO POSSUI HOJE DINAMISMO..."
Todo o movimento que não é inspirado por uma ideia elevada não é suficiente para levar ao combate um homem só que seja. Não podemos hoje compreender os mártires que se laçaram na arena, num êxtase que os empolgava já acima de tudo o que era humano, acima de todo o sentimento, da dor e do receio. A fé já não possui hoje dinamismo... Se um dia chegar em que não se possa compreender como um homem podia dar a vida pelo seu país, então tudo terá acabado. A idéia de Pátria estará morta. E nesse dia, talvez tenham inveja de nós, como nós invejamos os santos pela sua força profunda e irresistível. Nada há como as cerimónias religiosas e as cerimónias militares, para fazer exaltar as multidões, cuja a alma vibra mais intensamente sob a acção de suas músicas: a voz dos sinos e o som dos clarins. A política de salão e o alto clero, por vezes, "trituram-nos" com tais "cerimónias"... talvez para que possamos morrer com a ilusão da dignidade. Entretanto, em salões dourados, vendem-nos a alma e a razão e, a «musica»,essas..., cá fora, alegra o povo... Onde fica a liberdade e a dignidade da pessoa humana...? Onde fica o Vaticano e os direitos do homem? Onde fica a "palavra de honra"? No naufrágio universal das crenças que destroços onde possam agarrar-se ainda as mãos generosas? Que fé terão os Senhores do clero e da política nas suas maravilhas e como seguem a sua lei na vida? Paulo |
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8/19/2006 05:07:00 PM
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16 Agosto 2006
"A FACE SECRETA DO CRIME"
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Paulo Sempre
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8/16/2006 11:40:00 PM
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15 Agosto 2006
" FÁTIMA DESMASCARADA III "
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Paulo Sempre
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8/15/2006 09:24:00 PM
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06 Agosto 2006
05 Agosto 2006
"OS JUÍZES «VERDADEIROS», ESSES INCOMPREENDIDOS..."

Eu não quero ser julgado por um juiz qualquer!
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Paulo Sempre
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8/05/2006 02:34:00 PM
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03 Agosto 2006
"O CRIMINOSO «ARREPENDIDO» -PRÉMIO PELA DELAÇÃO»
Não consigo entender que uma sociedade que cultiva os valores democráticos, e por isso e antes de tudo os valores humanos fundamentais, possa premiar o criminoso delator, possa negociar a perfídia em nome da justiça. O prémio pela delação do arrependido suscita graves e complexos problemas jurídicos. Desde logo no que respeita à seriedade e atendibilidade do testemunho do arrependido e aos efeitos conexos, nomeadamente para a imagem da justiça, resultante da condenação que assenta no testemunho suspeito, e suspeito porque «pago», tendo como contrapartida o prémio, não prestado em cumprimento do dever cívico de coloboração com a justiça. Mas não só. A negociação com o arrependido - bem assim com o informador - presta-se a «negócios» e por isso talvés que o instituto do arrependido tenha surgido nos EUA onde impera no processo penal o princípio da oportunidade. Tenho para mim que o princípio democrático que inspira e legitima a nossa ordem jurídica não tolera, seja qual for o título, meios de investigação que passem pelo o arguido infamar-se a si próprio, ainda que a troco de paga, nem pela denúncia dos seus cúmplices e correlegionários. Eram métodos próprios dos sistemas inquisítórios. Com os meios actuais preventivos e repressivos de que o Estado moderno se dotou é absolutamente inadmissível o recurso a tais métodos na investigação policial e processual. Quantas vezes o prémio leva a que os cúmplices e correlegionários do «arrependido» façam justiça pelas suas própria mãos pois o Estado, após o «negócio», deixa o «arrependido» sem a protecção necessária para escapar à «raiva» dos que foram traidos...? Há que travar este combate, que a função do jurista em democracia não é somente a de conhecer as leis que em dado momento o poder político criou. As leis são mutáveis, só os princípios permanecem. PAULO |
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Paulo Sempre
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8/03/2006 12:46:00 AM
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01 Agosto 2006
"O LOBO DAS NOVAS FLORESTAS"
Sempre uma máscara trágica
Nas pessoas verdadeiramente inteligentes
E os pobres de espírito sempre contentes
Mais do que solitários
Lobos das novas florestas
E o drama é o mesmo...
A decepção de tudo
O que se faz por acreditar
Família
Amigos
Humanidade
Palavra curiosa, humano
A significar por lei da razão
Exacta e precisamente o contrário
Do que se diz por aí aos simples
Marginal por que há o medo
De ser D. Quixote
E resta só
A máscara trágica
Para vestir todos os dias
Paulo
01/08/06
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Paulo Sempre
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8/01/2006 05:32:00 PM
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