Entre todos os homens haverá, pela identidade da sua condição, uma indiscutível igualdade a nível da dignidade humana, que a todos há-de ser reconhecida. E essa igualdade deriva de exigências de justiça, não de pragmatismos. Mas já poderão ser de ordem puramente pragmática os pressupostos que levem a recompensar, ou a punir, todos igualmente, ou a não punir nem recompensar ninguém, ou a julgar que da igual dignidade humana resulta uma igualdade de aptidões de todos, para o desempenho das mais variadas funções.
30 Novembro 2006
Entre todos os homens haverá, pela identidade da sua condição, uma indiscutível igualdade a nível da dignidade humana, que a todos há-de ser reconhecida. E essa igualdade deriva de exigências de justiça, não de pragmatismos. Mas já poderão ser de ordem puramente pragmática os pressupostos que levem a recompensar, ou a punir, todos igualmente, ou a não punir nem recompensar ninguém, ou a julgar que da igual dignidade humana resulta uma igualdade de aptidões de todos, para o desempenho das mais variadas funções.
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Paulo Sempre
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11/30/2006 10:49:00 PM
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27 Novembro 2006
"A VERDADE É MAIS FORTE..."
«Ó tu, Sertório, ó nobre Coriolo,
Catilina, é vós outros dos antigos
Que contra vossas pátrias com profano
Coração vos fizeste inimigos:
Se lá no reino escuro de Sumano
Receberdes gravíssimos castigos,
Dizei-lhe que também dos Portugueses
Alguns traidores houve algumas vezes».
(Camões - Lusíadas, IV, 58)
«Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, pois pode o povo
querer um mundo novo a sério».
(António Aleixo (1899-1949), in "este livro que vos deixo)
Paulo
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Paulo Sempre
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11/27/2006 03:50:00 PM
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24 Novembro 2006
"AQUELA FOLHA A4..."
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Paulo Sempre
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11/24/2006 11:38:00 PM
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19 Novembro 2006
É aqui, no Alentejo, onde sempre contemplamos as estrelas que a solidão da planície e as horas de embriaguez fizeram do filho da miséria a voz que dera asas ao poema. Mas, se cantar é às vezes enganar o tempo, é o trabalho que leva mais longe o sonho. Nunca um alentejano se esqueceu de juntar as palavras, e enquanto o Sol vai e não vem é o seu canto que o acorda.
Às vezes os olhos são as palavras que o silêncio não diz. Esse silêncio que se esconde no peito dos homens e que parece renascer no Alentejo sempre que lá volto e se põe o sol.
No Alentejo, as cigarras ditam o compasso dos dias. Hei-de voltar sempre ao Alentejo...pois os seus cantos recordam sedes antigas, um cheiro a urze que apetece ser rio e viagem. Nos corações destas gentes dizer o poema é lança-lo ao vento, enquanto se afoga a solidão num copo. E é como quem faz uma trança de água e com ela viaja, que o rouxinol é voz do alentejano algemado no sonho e no desejo de voar....
PAULO
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Paulo Sempre
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11/19/2006 04:04:00 PM
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11 Novembro 2006
"NA FRONTEIRA DO SONHO"
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11/11/2006 03:03:00 PM
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08 Novembro 2006
"AS DEMOCRACIAS DEMAGÓGICAS"
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11/08/2006 05:04:00 PM
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04 Novembro 2006
"UM SONHO DE MAGIA E DE PECADOS"

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«Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.»
(Florbela Espanca)
"Um sonho de magia e de pecados...".A vida de Florbela Espanca foi um calvário de desilusões. A natureza tinha-lhe dado tudo o que é necessário para triunfar na vida: formossura, elegância, encanto e, além disso, o génio. Todos estes dotes, que deviam ser armas da sua vitória, foram, pelo contrário, a causa da sua desgraça. Florbela morreu exausta, cansada de não ter amado, sem ser compreendida pelos que a rodeavam. Cansou-se de perseguir um sonho que se lhe afigurou vão.
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11/04/2006 09:07:00 PM
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