Feliz Ano Novo 2007
ANO NOVO
"Há mais verdade
Nos nomes que chamamos ao tempo
Do que em outros mitos
Dias meses e anos, são
Como as pessoas e as terras
Pena só que os anos não tenham nome
Em vez de um número
Que nunca teve princípio
Mas enfim...
O ano que vai acabar
E o outro que vai começar
São para mim
Como alguém que vai morrer
E como alguém que vai nascer
E no dia em que
Esta quase realidade
De morte e parto
Se vai dar
Simultaneamente
Eu só consigo pensar
No bocado de espaço e de tempo
Cheio de coisas que aconteceram
Que antecipadamente sei
Que vão morrer com ele
Nessa noite
E o que espero é qualquer coisa
Tão obrigatoriamente para meditar
Como um funeral
Eis porque nunca percebi
O vosso carnaval
Como festejar aos pulos
A morte de um amigo
Ou a de um inimigo
Sem grandeza nem dignidade?
Nessa noite o ritual
Só é possível com alguém
Capaz de brindar
Ao ano que começa
Como a uma árvore que se planta
Com serenidade e esperança."
(Fonseca Gaspar - os deuses feitos à nossa imagem e semelhança - Lisboa 1987)
DESEJO, A TODOS OS COMENTADORES - QUE SÃO MUITOS - DESTE BLOGUE ,"FILHOSDEUMDEUSMENOR", UM FELIZ ANO DE 2007.
PAULO
30 Dezembro 2006
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Paulo Sempre
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12/30/2006 01:44:00 AM
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26 Dezembro 2006
"NÃO HÁ O DIREITO DE MENTIR..."
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Paulo Sempre
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12/26/2006 09:58:00 PM
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23 Dezembro 2006
FELIZ NATAL
A celebração do Natal antecedeu o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o «Zagmuk». Originalmente a Igreja não celebrava o nascimento de Jesus. Com o passar do tempo, todavia, os Cristãos começaram a fazer do Natal, uma forma - entre outras - de "ornamentar" a cristianização. No princípio ornamentavam-se árvores (loureiros) verdes com muitas velas para espantar os maus espíritos da escuridão.
E hoje?
A todos os comentadores do "filhosdeumdeusmenor" , um FELIZ NATAL.
"Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.
Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
...surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?"
(Eugénio de Andrade)
Paulo
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Paulo Sempre
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12/23/2006 06:14:00 PM
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18 Dezembro 2006
"SEGREDOS INQUIETOS"
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Paulo Sempre
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12/18/2006 11:21:00 PM
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15 Dezembro 2006
Chovia.... A noite avizinhava-se rapidamente naquele dia 24 de Dezembro do ano de 2005. A estrada estava escorregadia, perigosa. A lama formava uma capa cetina, armadilha constante para aqueles que tinham de devorar quilómetros. A atenção, a prudência, a ponderação, o controlo da velocidade eram factores a exigir dos automobilistas, momento a momento. O tráfego era denso, intenso, sem pausas que permitissem um pouco de tranquilidade a quem percorria a estrada com o objectivo de chegar ao seu destino e entregar uma prenda de Natal.
Nos locais onde o trânsito se processava com maior embaraço, havia militares que envidavam todos os esforços para coordenar a movimentação de todos os veículos. aquelas fardas traziam-me, à memória, lembranças de fotografias que linha lá por casa. Era um esforço digno de respeito, quase sobrehumano . Estar ali, ainda que mesmo algumas horas, sujeitos às inclemências do tempo, imperdoável para quem quer que fosse, e tentar sobrepôr-se a situações por vezes caóticas, a elucidar, a esclarecer, a auxiliar todos aqueles que precisam, necessitam de algo, deve ser um trabalho nem sempre reconhecido e/ou compreendido. Aqueles homens, tinham trocado o Natal pela missão e o "agazalho" da familia. Acho que trabalhavam para a felicidade do Natal dos outros. Eu nem sei porque fui ali parar...afinal não levava um destino determinado. Ia...para lado nenhum?Não...!!!, para dizer a verdade...ia ao encontro do impossível: Passar o primeiro Natal com o meu pai. É certo que os ferimentos da guerra do Ultramar (Guiné) em 1973 "levaram-no" em 1981...na noite de Natal, dias antes de eu nascer. Vi, por isso, naqueles militares, não um...mas muitos pais fardados como o meu, aos quais podia ter oferecido a minha prenda de Natal: a "medalha de lealdade valor e mérito".
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Paulo Sempre
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12/15/2006 12:12:00 AM
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09 Dezembro 2006
"NON BIS IDEM..."
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Paulo Sempre
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12/09/2006 06:44:00 PM
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03 Dezembro 2006
"MEMORIAM..."
«Invejo estes doces sonhos
Neste terreno funéreo.
Ai quem me dera dormir
No meu lindo cemíterio!
(Florbela Espanca)
É o homem, apesar de todos os seus defeitos, a mais extraordinária criação existente no globo terrestre. Jamais qualquer das inúmeras teorias que têm tentado explicá-lo, que o mesmo é dizer, enquadrá-lo em determinados cânones, conseguiram ou conseguirão, alguma vez,na minha opinião, aprisioná-lo nos juízos de qualquer dialéctica. Jamais o bisturi de qualquer ciência, por mais positiva que ela seja, nos dará a razão dos seus porquês. Que o ser humano rompe com todas as cadeias explicativas e orgulhosamente se ri do materialismo de qualquer cientifismo.
Se os sábios já hoje conseguem enumerar, sem uma falha, os músculos, os órgãos ou células que o compõem, há sempre qualquer coisa que transcende as razões que a ignorância incomensurável da sabedoria humana pretende explicar...
"Porque não me deixam morrer...", foi a frase que mais vezes ouvi num dos hospitais de Lisboa-Portugal. Afinal...os homens e mulheres de "bata branca", apenas respondiam, como curandeiros mágicos: " é preciso acreditar..!". Será?
Paulo
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Paulo Sempre
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12/03/2006 05:17:00 PM
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