18 Março 2008

"FUROR INAUDITO..."

O mundo moderno conheceu a mulher que pretendeu emancipar-se (material e espiritualmente) da mulher. O clima «ginecocrático» da civilização ocidental actual (e em grau mais elevado ainda, da civilização americana) é posto bem em evidência atravez das seguintes palavras de um personagem de D. H. Lawrence (Aaron,s rod, cap. XIII). «A importância fundamental da mulher na vida, da mulher portadora e fonte da vida, é a crença profunda professada por todo o mundo branco...Quase todos os homens aceitam este princípio. Quase todos os homens, no momento mesmo em que impõem os seus direitos egoístas de senhores e de machos, aceitam tacitamente o facto da superioridade da mulher portadora de vida. Professam tacitamente o culto de tudo o que é feminino. Estão tacitamente de acordo para admitir que a mulher é tudo quanto existe de produtivo, de belo, de apaixonado e de essencialmente nobre no mundo. E embora possam querer reagir contra essa crença detestando as suas mulheres, recorrendo às prostitutas, ao álcool, a qualquer coisa, como revolta contra esse grande dogma ignominioso da superioridade sagrada da mulher, não conseguem senão profanar o deus da sua verdadeira fé. Ao profanar a mulher, continuam, embora de forma negativa, a render-lhe culto... O espírito da virilidade desapareceu do mundo...Os homens (de hoje) não poderão jamais unir-se para combater pela justa causa, pois mal apareça uma mulher com os seus filhos, encontrará imediatamente um rebanho de carneiros prontos a defendê-la e a abafar a revolta».
Perante isto, importa, de facto, - para além dos problemas com o casamento o divórcio, a emancipação, o amor livre, etc. - , saber em que medida, numa determinada sociedade, e numa dada época, se o homem e a mulher podem ser eles próprios, numa aproximação nítida dos arquétipos correspondentes.
Paulo

13 comentários:

Peixoto disse...

A mulher tem esse grande dom de dar vida a uma nova vida. A procriaçao é o grande trunfo da mulher-mãe!!!

danizitah7 disse...

isto dos incendios tem mto q se lhe diga, principalmente os que são fogos postos, sinceramente não sei o que ganham com isso!
tomei a liberdade de te nomear a um prémiozinho, passo no meu sff

q é o prado da borboleta

♥≈Nღdir≈♥ disse...

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Uma Páscoa Muito Feliz
Beijos

Veridiana Sganzela Santos disse...

Olá, Paulo.
Vim te agradecer pela visita e pela mensagem no meu blog e pedir a sua permissão para adiciona-lo ao meu rol de blogs. Afinal, gostei muito do que você escreve - é um satisfação encotrar alguém que escreva tão bem e com tanta firmeza.
Até mais.
Beijo.

lélé disse...

Terá sido devido a essa superioridade, de que fala a personagem de D H Lawrence, que tudo foi feito para colocar a mulher como ser inferior? Estará, o reconhecimento da superioridade e consequente medo, na origem de toda a inferiorização? Do racismo em todas as suas formas?

cruelenelcartel disse...

A pois é! Terá resposta essa tua questao? eu ainda ando a procura...
Muito boaa escolha do texto do d H lawrence.
bj

danizitah7 disse...

Desejo-te uma santa páscoa na companhia dos q mais gostas

beijinhos

pin gente disse...

prontos a defendê-la e a abafar...
de nada vale contra a prepotência!


abraços
luísa

Amaral disse...

Paulo
Hoje dia Mundial da Poesia passei para te desejar uma Santa Páscoa.
Abraço

Magri disse...

É, os arquétipos não mudam facilmente, tal como os preconceitos. E também não deixam que homens e mulheres possam ser eles próprios, sem no entanto se considerarem, ou considerarem o outro sexo, superior ou inferior.

Mas parece-me que só poderemos chegar à plenitude humana quando não se pensar em termos de superioridade e inferioridade, nem entre os sexos, nem entre raças, nem entre civilizações...

Longo caminho temos ainda pela frente...

Um abraço e boa Páscoa.

Paulo Sempre disse...

Boa Páscoa a todos os comentadores.

Filoxera disse...

Na minha opinião, cada homem e mulher é ele/a próprio/a, mas contem algo imbuido mais ou menos conscientemente pela sociedade e pelo Mundo.
Tem uma boa Páscoa.
Beijos.

Nilson Barcelli disse...

Será no reconhecimento da diferença, e nos direitos e deveres implícitos que essa diferença confere, que se poderá encontrar a verdadeira igualdade entre homens e mulheres.
Sendo que entre os homens e entre as mulheres também existem diferenças...
Mas o tema, que bem desenvolveste, é tão complexo que se torna difícil abordá-lo minimamente num mero comentário.

Boa Páscoa.
Abraço.