Há um Estado que se quis tornar providencial criar inventar o "simplex". Esse Estado cedeu mesmo à tentação de, face a populações desenraizadas e preocupadas, prometer-lhes uma felicidade segura, através de um progresso material indefinido.Um Estado que delegou os seus poderes soberanos nas "garras" da Europa e que, agora, enfrenta a probabilidade de vir a desaparecer como categoria histórica; pois é "filho pobre" de super-potências.
Os "delírios" do "arco-íris" da modernidade, por onde esse Estado "embarcou", deixaram-lhe receios que hão-de acentuar-se pela hipótese de que a estruturação das sociedades que se substituam ao Estado apenas deixem um "doloroso" vazio do poder.
Hoje, nesse Estado, alguns prenúncios do referido vazio do poder se desenham constantemente ao espírito dos cidadão, por via de constantes notícias quotidianas reveladoras da pobreza, da debilidade da justiça, da insegurança, do aumento da criminalidade. Estado, que quis ser providencial, faustiano, ocupando-se de todas as questões fundamentais da vida em sociedade, mas, pelos vistos, lamentavelmente, não consegue alcançar os objectivos a que se propôs. Esse Estado deixou de assegurar a defesa das fronteiras contra os inimigos externos e internos. Esse Estado já não consegue manter a motivação das forças da ordem nem nos espíritos dos contribuintes que asseguram os seus gastos. Esse Estado legisla em abundância, ao sabor de pressões, ou de impulsos meramente conjunturais. Faz publicar diplomas inúmeros que tarda em regulamentar, facto, este, que, necessariamente põe em crise a lógica e a coerência do seu próprio sistema jurídico. Esse Estado que, por força de certos interesses e/ou precipitação com que foram elaborados os diplomas, rectifica, altera, revoga, suspende, esses diplomas legais, em termos de lhes alterar o sentido.
Esse Estado que esta sujeito a pressões alheias à sua estrutura, a bandos terroristas, a grupos económicos poderosos, dos quais dependerão, por exemplo, o preço dos combustíveis, ou investimentos susceptíveis de ocultar a situação económica, os apoios que assegurem a uma facção política, por via eleitoral ou outra, a permanência no poder.
Dada a situação referida, esse Estado ou se submete - de forma não precipitada - a reformas profundas e realistas, que lhe permitam desempenhar, com a independência e autenticidade - sem retórica e/ou expectativas frustradas - as suas tarefas próprias, de que se tem apartado pela sua ambiciosa dispersão, ou os tempos próximos conhecerão um desenrolar de acontecimentos que vão lançar as mais fundadas dúvidas sobre a estrutura política ou, até, sobre a sua sobrevivência.
Que Estado é este?
Paulo


16 comentários:
É quase estado de sítio!
Olhe, gostei do seu humor, em relação aos (outrora, mas nunca se sabe...)
agoirentos cometas.
Volte... sempre... com humor.
Um abraço
Hoje vim encontrar-me contigo, aqui neste teu belo jardim de sonhos.
Passo em silêncio para deixar um abraço.
É um Estado de faz de conta.
Um abraço. Augusto
"Que Estado é este?" Lastimoso...
O Estado a que isto chegou...
que somos todos nós.
abraços
Este não é com certeza um Estado de “graça”, como todos gostaríamos. É um Estado sobre o qual muita gente emite opiniões, mas não aparece ninguém credível com soluções viáveis!
É um Estado que vai levar “séculos” a ser aquilo com que todos sonhamos!
Beijinhos,
Ailime
Coisas da GLOBALIZAÇÃO ou "colonianismo de mercado": o enfraquecimento do Estado-nação em detrimento ao capital multinacional.
Um sistema cruel que aumenta mais e mais a desiguladade.
Um abraço.
É um estado sem futuro.
Mais cedo ou mais tarde a Espanha tomará conta de nós.
Ps:Obrigado sejas visitas ao meu blog. Volta sempre.
Que Estado é este?!...
Mas que pergunta !. "Pô", este Estado é um Reino das Arábias, com deserto (de ideias) da ponte p'ra dentro e deserto (de politicos) da ponte p'ra fora em que o chefe é o Pinóchio e em que há mais Camelos que Burros (o que é raro) e é isto que faz a diferença no resto da Europa...
Um abraço caro Paulo.
Talvez um Estado de políticos que olha, sobretudo, para a sua imagem...
E o mexilhão é que se lixa...
beijos
é o estado da M****
sem mais comentarios
Beijinho
Bom fim semana
Não sei.
Penso que é um estado catatónico, que é uma enfermidade psiquiátrica qualquer, mas que afecta o estado de vida dos portugueses. Onde os tubarões nadam num tanque em companhia dos peixinhos... É caso para dizer: AO ESTADO QUE ISTO CHEGOU!!! Boa semana, com tudo de bom.
Vim ler um pouco e ao mesmo tempo deixar-te um abraço muito cordial!
Assim como os meus votos de um feliz fim de semana.
ZezinhoMota
o estado dos 3 Fs??? ironicamente...pareceu-me (e não era adulta nesse tempo, felizmente)...
bom fim-de-semana
uma semana em "alta"
um sorriso :)
Olá,
Passei para conhecer seu interessante espaço e amei. Voltarei outras vezes.
Desejo uma linda quinta feira e paz.
Smack!
Edimar Suely
jesusminharocha.blig.ig.com.br
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