ARTIGO 19º (da Convenção, assinada em 1989) -
"Ninguém deve exercer sobre a criança qualquer espécie de maus tratos. Os adultos devem protegê-la contra abusos, violência e negligência. Mesmo os próprios pais não têm o direito de a maltratar."
"Ninguém é suficientemente filosófico para compreender o que é uma criança" (jean-Jacques Rouddeau).
Por força de uma sociedade apressada, aceitam o que lhes ensinaram quase sem indagações, transmitem aos elementos do seu grupo todas os complexos, medos e frustrações.
Outras vezes não...!
Talvez não seja exagero dizer que , hoje, todas as crianças nascem numa atmosfera que desaprova os valores que no pretérito "forjaram" a harmonia da instituição família.
Neste dia da criança, é bom que os pais entendam que os seus filhos não são seus filhos. São filhos e filhas da vida, anelando por si própria.
Acredito que a ideia da liberdade para as crianças não seja completamente errada. Mas, foi, quase sempre, pervertida. Se antigamente a autoridade manifesta dos pais implicava o uso da força física sobre as crianças como forma de castiga-las, hoje , aqueles, usam a autoridade anónima, atravez da qual empregam a manipulação psíquica das crianças. Em qualquer das situações, há sempre infâncias incendiadas ou, por vezes, olhares ceguinhos de choro.
Paulo



23 comentários:
Quem defende estas crianças?
Forte, intensa, esta mensagem, Paulo!
Infelizmente este é o mundo em que vivemos e, para o qual, há cada vez menos respostas.
Beijinhos.
Paulo
Nem sempre os estados tratam as ciançads com a dignidade que merecem. Quantos crimes são cometidos contra as crianças e não são punidos. Porquê? Os governos se quisessem faziam cumprir a lei.
Boa semana
Abraço
Olá Paulo Sempre
Adorei a mensagem deste post.
Haja quem reflicta nestes assuntos que a sociedade, por causa da "pressa" deixa para pensar mais tarde... e às vezes já é mesmo muito tarde para se conseguir pensar algo.
As nossas crianças serão os adultos de amanhã...
Abraço
Pois é, Paulo, escrevi atrás o que o meu coração ditou para a imagem que tinha no seu Blog!
Apesar desta imagem, agora, ser a de uma criança com um aspecto calmo, saudável, feliz, o poema que insere, faz doer cá dentro…!
O seu texto, como sempre, é de uma grande lucidez!
E, pode crer, que é tal e qual como diz! Pode haver honrosas excepções, mas as regras que imperam são mesmo as que indica!
Como nos apoderamos dos nossos filhos e como queremos que cresçam à nossa imagem e semelhança!
Respeitemo-los nas suas diferenças, assim como a sociedade também o deverá fazer!
Não humilhem uma criança, porque a partir daí, o seu futuro estará traçado!
Muito obrigada, mais uma vez, pela sua tão grande clarividência, atendendo ao jovem que ainda é!
Que se aproxime rapidamente o dia em que não haja "sempre infâncias incendiadas ou, por vezes, olhares ceguinhos de choro".
Beijinhos,
Emília
abraços...
Olá Paulo,
vim aqui viajar um pouco pelas palavras boas da felicidade e do aprendizado......
estou te lendo, rssssssssssss
boa noite
Paola
Hoje faço anos
Paulo,
como mãe, tocou-me o teu texto, ao ponto de me interrogar se sempre agi da melhor maneira em relação às minhas crianças...
não sei. Terei feito o que melhor soube fazer. A verdade é que os filhos não são propriedade dos pais, nem o seu brinquedo... porque os amamos temos tendência a tentar protegê-los, às vezes em demasia, com medo que o mal lhes aconteça, e esquecemo-nos que eles têm vida própria e que preferem aprender com os seus erros. Às vezes também há um pouco de egoísmo nisso... o medo de os perdermos. Mas alguém pode perder o que não é seu?
Se os pais tomarem consciencia de que os filhos não lhes pertencem, nunca os perderão, e serão sempre seus!
É preciso que abram as asas e voem por si!
resumo de todos os direitos fundamentais da criança:
toda a criança tem direito a... ser criança!
é aflitivo o desrespeito
impune a que assistimos...
um sorriso triste :(
Muito bom texto que aceito na minha condição de pai.
Abraço
Paulo
Ser criança é um direito que quase nunca é cumprido. Como bem dizes, no teu texto, a criança que perdeu a irreverência, a inocência e o sonho por demasiado formatada e reprimida, será quase sempre um adulto pobre interiormente. Porque nós precisamos manter viva a chama que nos torna crianças para acreditarmos na vida.
Porém, e como
também referes, ser criança não significa viver em permanente atrito e desrespeito para com os outros como se verifica hoje em dia de forma mais frequente por haver um maior número de famílias destruturadas.
Abraço
Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;
Eu aprendi...
...que nunca se deve negar um presente a uma criança;
Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;
Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;
Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
Eu aprendi...
...que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
Eu aprendi...
...que dinheiro não compra "classe";
Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;
Eu aprendi...
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;
Eu aprendi...
...que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?
Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi...
...que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;
Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;
Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;
Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;
Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;
Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
William Shakespeare
As crianças são, cada vez mais, uma raridade. Mais de 60% dos agregados familiares em Portugal não têm uma criança na sua constituição.
A família é um conceito, cada vez mais, destruturado e ignorado.
Há que mudar o rumo...
Como missionária enfrento muito esta realidade e custa-me ver como a criança nem sempre pode ser criança. Ou é muito pobre e já sofre muito, ou já não tem pais, ou foi abusada sexualmente, ou tem uma família que não lhe dá carinho por causa da carreira...
E não falo apenas da violência e das famílias desetruturadas. Falo também da pressão que se exerce sobre elas.
No outro dia dia apareceu-me um caso que me deixou completamente furiosa. Uma criança de sete anos tem tantas actividades extra-curriculares, que foi parar ao médico completamente esgotada. Deixou de dormir, não conseguia falar com ninguém, não queria brincar com ninguém, não queria ir à escola... O médico pediu aos pais para ela ficar em casa durante uma semana e para lhe retirarem algumas actividades. A mãe concordou. O pior foi o pai. Sabem qual foi a resposta dele? "Se os outros conseguem ter muitas actividades, a minha filha também consegue!". É caso para dizer: "Maldita competição! Malditas aparências!"
Não esqueçamos que a criança tem um direito fundamental: ter tempo para brincar.
beijos
Fundamentalmente e sempre foi assim, ensinar é dar o exemplo,há só que ter cuidado com o exemplo que é dado.
Um abraço. Augusto
As Crianças são seres inocentes que devem de ser preservadas da maldade do homem, não se sabem defender, infelizmente há milhares de crianças pelo mundo fora a sofrer pelo egoismo do ser humano.
beijocas
infelismente neste mundo ainda há muitas crianças vitimas de maus tratos, e por vexes sem culpa alguma...
bjinho***
Mensagem intensa e apelativa a que todos devemos dar atenção.Tema muito sensivel, CRIANÇAS!
Bjo e bom fin de semana
Tenho andado ausente da blogosfera, mas, as poucas vezes que cá venho, sinto a tua falta no «meu cantinho»...sabes que, a tua presença lá e as palavras que lá deixas é como um miminho para mim...dá uma espreitadela...
Hoje, decidi vir sentar-me aqui um bocadinho. Estar a sós contigo, ler-te, apreciar o teu talento. Precisava desta paz, deste encantamento, do calor das palavras.
Beijokas e bom fim de semana.
Um dia aliviei-me de águas sobre o Mississipi, senti-o então como meu, como se tivesse sido eu a baptizá-lo, a fixar-lhe definitivamente o seu nome: Mississipi ficarás. Mas talvez tenhas razão, nós apenas nos limitamos a cadastrar os rios que reflectem a nossa imagem.
Obrigado pelo teu comentário no meu blog, voltarei ao teu com mais atenção (e tempo).
Olá
mais um belo poste :) adorei
é so para avisar que troquei de blog e que o teu já está adicionado aos meus links
beijinhos, Danizitah
Brilhante Amigo Paulo:
Um texto poderoso, sensato e digno sentido em relação às crianças.
Quando diz que a geração viva e actual dos seres humanos que elas são, são pertença do mundo, vem de encontro ao que sempre senti e referi. Os valores e princípios que defendem e exercem são muito distantes do que constituiu o meu estar nesse Mundo que vivi.
Nunca os adultos concordaram com a geração rebelde, inconformada e insatisfeita da minha admirável geração.
A dada altura da história das sociedades passou-se de um extremo para o outro e, as crianças, são as mesmas. O Mundo Infantil começou a afirmar-se e a consolidar-se no seu sentir de liberdade que se confunde muitas vezes, com o libertinismo.
As crianças são a minha vida. Com quem lido no meu quotidiano. Com quem convivo diariamente. Aprecio-as. Estimo-as. Considero-as e estimo-as muito e para mim devem permanecer intocáveis no seu precioso sentir, estar e ser para sempre.
Talvez, me meta confusão a forma como sentem, vivem e amam, mas respeito-as. As gerações de pensamento evoluem, progridem, avançam.
Os meus valores não são os que defendem, mas nunca os misturei. Vivem como devem viver. Sou Pai. Sou Educador. Sou Professor.
A minha missão é compreendê-las.
O meu dever é ensiná-las.
Gostei muito do seu talentoso e genial Post, amigo.
É um Ser Humano sério e fantástico.
Sempre a estimá-lo e a respeitá-lo.
Adoro ler o que escreve que toca as pessoas.
Com cordialidade e amizade sinceras.
Abraço de respeito imenso
pena
Muito interesante seu post,que Deus possa continuar lhe abençoando.Parabéns!!!!
Seminario Internacional Teologico de São Paulo
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