Hoje, persuade-se com o tom de voz, com a postura do corpo, os gestos das mãos, as expressões do rosto, com as cores, com as imagens que podemos escolher. A predominância ou exclusividade da linguagem como factor de persuasão, estão, na verdade, em decadência.
Os políticos, mais que ninguém, sabem que a questão da intencionalidade da persuasão deve ser reconsiderada. Desta forma, os políticos começam a descobrir que a retórica não é aplicável a todos os discursos mas, somente àqueles que visam persuadir, como, por exemplo, o pleito do advogado e/ou os encantadores discursos dos "fazedores" de sonhos.
Hoje, quase tudo persuade: A beleza, a ordem, a surpresa - sobretudo teatral - , o bom humor, a brevidade das palavras , as expectativas, etc...
Porém, quando já estamos "anestesiados" com todas estas formas de persuasão, tomamos decisões importantes: elegemos os nossos representantes políticos, contraímos empréstimos, compramos o melhor carro do mercado, a melhor vivenda do sítio onde nascemos e até compramos titulos académicos no mercado negro...
Porém, passado que seja o efeito da "anestesia" persuade o contrário de tudo isto: o silêncio.
No meio deste silêncio, que nos catapulta para as debilidades da ética e da moral, surgem, então, outro tipo de persuadir na pessoa dos detentores da "palavra de Deus" e dizem-nos: pecaste gravemente. Precisas do "cloro" das orações e o sublimado dos Sacramentos. Enquanto não o fizeres és inimigo de Deus, deixaste de ter direito ao Céu. Que pobreza a tua!!!
Mais tarde, já sem ética, sem moral, sem auto-estima, sem a certeza do Céu, o monopolio dos medicamentos quimicos, com as últimas descobertas da ciência medica, surge para nos "salvar".
Enganados pelos políticos, pelos detentores da palavra de Deus, pelo "gigante" dos produtos farmacêuticos, pela vergonha, pelo medo , encontramo-nos, finalmente, face a face com o nosso próprio demónio. Olhamo-nos nesse facetado "espelho" da realidade pura onde, demoradamente, nos revemos sozinhos, a lutar no naufrágio universal das crenças. e da traição .Sem destroços para podermos ainda agarrar no sentido de salvar a vida ou qualquer "ombro amigo" que nos possa indicar uma alternativa ao abismo, entramos no labirinto hábil e traiçoeiro ,que espreita e nos chama de forma apelativa e, pasme-se!!!!...capaz de persuadir: o suicídio.
Paulo
Os políticos, mais que ninguém, sabem que a questão da intencionalidade da persuasão deve ser reconsiderada. Desta forma, os políticos começam a descobrir que a retórica não é aplicável a todos os discursos mas, somente àqueles que visam persuadir, como, por exemplo, o pleito do advogado e/ou os encantadores discursos dos "fazedores" de sonhos.
Hoje, quase tudo persuade: A beleza, a ordem, a surpresa - sobretudo teatral - , o bom humor, a brevidade das palavras , as expectativas, etc...
Porém, quando já estamos "anestesiados" com todas estas formas de persuasão, tomamos decisões importantes: elegemos os nossos representantes políticos, contraímos empréstimos, compramos o melhor carro do mercado, a melhor vivenda do sítio onde nascemos e até compramos titulos académicos no mercado negro...
Porém, passado que seja o efeito da "anestesia" persuade o contrário de tudo isto: o silêncio.
No meio deste silêncio, que nos catapulta para as debilidades da ética e da moral, surgem, então, outro tipo de persuadir na pessoa dos detentores da "palavra de Deus" e dizem-nos: pecaste gravemente. Precisas do "cloro" das orações e o sublimado dos Sacramentos. Enquanto não o fizeres és inimigo de Deus, deixaste de ter direito ao Céu. Que pobreza a tua!!!
Mais tarde, já sem ética, sem moral, sem auto-estima, sem a certeza do Céu, o monopolio dos medicamentos quimicos, com as últimas descobertas da ciência medica, surge para nos "salvar".
Enganados pelos políticos, pelos detentores da palavra de Deus, pelo "gigante" dos produtos farmacêuticos, pela vergonha, pelo medo , encontramo-nos, finalmente, face a face com o nosso próprio demónio. Olhamo-nos nesse facetado "espelho" da realidade pura onde, demoradamente, nos revemos sozinhos, a lutar no naufrágio universal das crenças. e da traição .Sem destroços para podermos ainda agarrar no sentido de salvar a vida ou qualquer "ombro amigo" que nos possa indicar uma alternativa ao abismo, entramos no labirinto hábil e traiçoeiro ,que espreita e nos chama de forma apelativa e, pasme-se!!!!...capaz de persuadir: o suicídio.
Paulo



20 comentários:
Paulo,
Há já algum tempo que não comentava.
Admiro-o pela sua grande inteligência e perspicácia e pela coragem das suas crónicas!
Neste caso, posso não concordar totalmente, mas que contém muitas verdades, lá isso contém.
Um beijinho.
Paulo, apesar da distância geográfica e da "virtualidade", tem aqui um amigo e um abraço aberto; acredite.
Seu amigo,
Sérgio
Temo que este seja o rumo que a nossa história venha a tomar. O suicídio como uma convicção.
A vida é feita de um todo e esse é composto de alegrias e tristezas..seria monótono se assim não fosse e temos de estar felizes por estarmos cá, vivos e com saúde..tudo de bom
Há muitas coisas que nos persuadem para tudo e mais alguma coisa... é preciso saber discernir o que de facto convém!
Olha, e eu venho-te persuadir a visitar-me em http://escritariscada.blogspot.com
vais nessa?
Bjs
Talvez haja por aí um que de persuasão tão acinzentado quanto o tom dessa nostalgica fotografia dos anos sessenta.
Que não foram, diga-se, tão cinzentos assim; mesmo que a isso fossem persuadidos...
abraço!
O discernimento é chave para saber o que realmente o que nos persuade...
Há aquilo que realmente é utilizado de má fé; mas há aquilo que é utilizado com todas as boas intenções....
Não podemos generalizar tudo sem antes conhecer a fundo o que realmente fez ser do jeito que é.
Que prazer é este estacionado em tua mente,
Que lhe deixa fincada nessa gazua,
gelada e geniosa.
abraços
Sublimes versos escapam das almas dos poetas
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no tecto brilhando poesias inquietas
Reflectindo olhos orvalhados em prados de emoções
Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...
Bem hajam!
Uma boa sexta-feira e um melhor fim-de-semana…
O eterno abraço…
-MANZAS-
ola
venho agradecer a visita ao blog do meu pai
espero mesmo que tenha gostado
ele tem pinturas lindas
beijinhos
Carla
:)
Abraço
Perfeito!!! Uma viagem pelo Reino da República da persuasão! Não faltarão muitos anos para que todos se persuadam uns aos outros. O Mundo, agora dividido entre vendedores e compradores (persuasores e persuadidos) tenderá para que todos sejam vendedores... nessa altura pouco restará da humanidade, todas as almas se terão vendido e deixado persuadir... esperemos que não seja no nosso tempo...
Um abraço!!!
O suicídio, nessas circunstâncias, é sempre uma saída fácil, própria de quem tem pouca personalidade. Pelo menos é o que eu penso, e não me conseguem persuadir do contrário.
Abraço!
Persuadidos... pelo texto...
A persuasão deve ser entendida em cada contexto, por vezes nem sempre negativa, outras nem por isso...
Quande se depara com certas fragilidades, sejam elas de que ambito forem, torna-se muito mais fácil persuadir.
O importante é saber onde existe a fronteira...
Abraço!
Caro Paulo,
Uma dissertação brilhante como é habitual. Perante os interesses inconfessados que estão por trás dessa horda que nos procura persuadir, parece que a melhor defesa é não nos deixarmos anestesiar, resistindo o mais possível aos truques encantadores e procurarmos usar a nossa capacidade de discernimento. Custa-me a crer como a persuasão levou os venezuelanos a votar o referendo da ditadura democrática.
O povo, soberano como é costume dizer-se, é apenas um boneco nas mãos de palhaços sedentos de poder.
Mas ainda alimento a esperança de que os jovens descubram este logro e dêem uma guinada na rota que o mundo está a levar.
Um abraço
João Soares
Uma vez, vi um documentário, sobre prisioneiros de guerra num campo de concentração. Eram prisioneiros americanos, já não me lembro onde ficava o campo e o tratamento dos prisioneiros era o clássico dos piores campos de concentração. A imagem que me ficou gravada, foi a de um homem que, após muita luta e resistência terminou encostando-se à parede e deixando-se simplesmente morrer.
Não gosto que critiquem o suicídio, como o fez o Rafeiro Perfumado. Nós, que ainda não nos suicidámos, podemos não imaginar, nem de longe, o que é a total ausência de esperança.
Há que, como diz o A. João Soares, não nos deixarmos anestesiar pela falta de esperança, ou melhor, pela sensação de falta de esperança, que advém depois de tanta persuasão.
Excelente.
Haja o tempo em que se solta os sonhos...
Convite para Long Drink "Flamenco" no Angel Bar.
Boa Semana.
Depois do suicídio que virá?
Bjs.
Realmente há pessoas com uma capacidade extraordinaria para convencer os outros de tal modo que os pobres até vão no conto do vigário.
Há seitas e novas correntes religiosas que fazem isso e às claras e os pobres deixam-se ir na conversa de um lugar no céu.
Dão ouro, terrenos e todas as joias e ainda assim os gorilas não ficam satisfeitos e ameaçam e perseguem as pobres criaturas.
Não me restam dúvidas de que o poder dessa gente é sofisticado e convincente ao máximo.
Infelizmente na Igreja Católica tambem existiu esta pouca vergonha.
É preciso estar alerta e quando começa a haver muita conversa então é melhor sair e começar a tomar ar puro fora desses ambientes.
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